Maeg avança com sexto polo produtivo no Friuli e contratos de €100 milhões para a A1 Pitesti-Sibiu na Romênia

Maeg investe em sexto polo no Friuli e fecha contratos de €100M para a autoestrada A1 Pitesti-Sibiu; 24 pontes e o 'Ponte dos Ursos' até 2027.

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Maeg avança com sexto polo produtivo no Friuli e contratos de €100 milhões para a A1 Pitesti-Sibiu na Romênia

Por Stella Ferrari - 21 de abril de 2026

Mesmo com uma projeção cada vez mais internacional, marcada por intervenções emblemáticas como a cobertura do novo estádio de Atenas, a Maeg de Vazzola mantém um vínculo estratégico com o tecido produtivo italiano. O grupo trevigiano, especializado em estruturas metálicas, lançou um plano de expansão que prevê a criação de um sexto polo produtivo no Friuli, medida integrante de uma estratégia quinquenal destinada a ampliar a capacidade industrial e a receita consolidada.

Segundo o presidente Alfeo Ortolan, "esta operação faz parte do plano estratégico da empresa, que mira um faturamento de 200 milhões de euros nos próximos cinco anos. É uma meta ambiciosa que passa pela progressiva ampliação da capacidade produtiva da Maeg". Hoje a companhia apresenta um faturamento próximo a €125 milhões, coordena cerca de mil colaboradores e dispõe de uma carteira de pedidos em torno de €350 milhões, valor que deve subir diante de contratos em definição que somam mais €100 milhões.

O mercado romeno surge como motor principal dessa nova onda de encomendas. A Maeg foi contratada para obras associadas à autoestrada A1 Pitesti-Sibiu, projeto que contará com financiamento de 85% da União Europeia e que tem o objetivo de ligar o Mar Negro à fronteira húngara. No pacote contratual, a empresa realizará a construção de 24 pontes e do emblemático "Ponte dos Ursos", obra estimada em €25 milhões e que ocupará uma área equivalente a três campos de futebol. Concebida para preservar a continuidade da floresta e permitir a travessia segura da fauna selvagem sobre a autoestrada, ferrovia e o rio Olt, a estrutura utilizará cerca de 5.300 toneladas de aço e tem conclusão prevista para o fim de 2027.

Ortolan realça a racionalidade econômica e ambiental do projeto: "Pode parecer um investimento atípico para a cultura italiana, mas na Romênia a preservação da fauna é um ativo econômico e turístico. Recebemos a responsabilidade de construir uma infraestrutura que mantenha a continuidade florestal". Essa combinação de técnica e sensibilidade ambiental confirma a vocação da Maeg para projetos de engenharia de ponta, onde a calibragem entre progresso e sustentabilidade é essencial.

Simultaneamente, a empresa consolida sua presença na França, com novos contratos na ordem de €20 milhões. Após o êxito no grande canteiro de Saint-Denis, Maeg foi selecionada para obras em Blois, Poissy e Castelfranc, destinadas à construção de passarelas e pontes rodoviárias com elevado grau de refinamento estético. Para um grupo que opera como um motor de soluções metálicas, essas comissões representam tanto a diversificação geográfica quanto a sofisticação técnica que caracterizam sua trajetória.

Do ponto de vista estratégico, a iniciativa de expandir a capacidade produtiva no Friuli funciona como um reforço estrutural: aumenta a resiliência da cadeia industrial e reduz o tempo de resposta a contratos internacionais. Em termos de governança, é a calibragem correta entre capacidade instalada e ambição de faturamento — uma verdadeira engenharia de políticas industriais aplicada ao setor privado.

Com a carteira de pedidos em crescimento e a execução simultânea de projetos de alto perfil na Romênia e na França, a Maeg está a acelerar tendências de internacionalização, mantendo, porém, a sua base produtiva italiana. Para investidores e formadores de opinião, trata-se de observar não apenas a expansão do volume de negócios, mas a qualidade técnica das entregas: uma combinação que, bem afinada, pode transformar a empresa em referência europeia no segmento de estruturas metálicas.