Paolo Capone (UGL) celebra primeiro aval do Parlamento Europeu à criação da Giornata europea per le vittime del lavoro em 8 de agosto
Paolo Capone (UGL) celebra o aval da UE à criação da Giornata europea per le vittime del lavoro em 8 de agosto; apelo por mais segurança no trabalho.
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Paolo Capone (UGL) celebra primeiro aval do Parlamento Europeu à criação da Giornata europea per le vittime del lavoro em 8 de agosto
Por Stella Ferrari — Em declaração firme e calibrada, Paolo Capone, Secretário-Geral da UGL, saudou com satisfação o primeiro aval da União Europeia à instituição da Giornata europea per le vittime del lavoro, a ser celebrada em 8 agosto. A aprovação em primeira instância pela comissão do Parlamento Europeu responsável por Emprego e Assuntos Sociais, com forte apoio do ministro Tajani, representa uma etapa decisiva antes do exame em sessão plenária.
Para Capone, esta representação institucional consolida um esforço prolongado da UGL de sensibilização junto às autoridades italianas e europeias. A data escolhida tem grande carga simbólica: lembrar os 262 mineiros — entre eles 136 italianos — que perderam a vida na mina de Marcinelle, em 8 de agosto de 1956, é um compromisso para que tragédias desse tipo não se repitam.
Como economista que observa as tensões entre produtividade e proteção, enxergo essa iniciativa como uma calibragem necessária no motor da economia: a preservação da vida e da integridade dos trabalhadores é a base da performance sustentável. A cultura da segurança no trabalho não deve ser tratada como custo residual, mas como investimento estratégico que reduz descontinuidade operacional, perdas humanas e onerações econômicas futuras.
Capone enfatizou que a cultura da segurança deve ser vista como obrigação e valor obrigatório para todos os empregadores. “Infelizmente, ainda não é assim. É imperativo reforçar os controles e a prevenção, intensificando a sinergia entre instituições e partes sociais para deter a inaceitável sangria de vítimas no trabalho”, declarou o líder da UGL.
Do ponto de vista de políticas públicas, a resolução aprovada pela comissão é um passo que exige, na plenária, a mesma aceleração de vontade política. Trata-se de desenhar políticas com engenharia precisa — combinando fiscalização eficaz, formação contínua e incentivos para adoção de melhores práticas — para criar freios reais contra a negligência. A cooperação entre governo, agências reguladoras e sindicatos é o diferencial que transforma intenção em resultados mensuráveis.
Essa iniciativa também tem implicações econômicas: reduzir acidentes e mortes no trabalho melhora a produtividade agregada e diminui custos diretos e indiretos — desde indenizações até a perda de capital humano e reputação empresarial. Em linguagem de alta performance, é a manutenção de um sistema onde o motor da produção funcione sem falhas críticas.
Em suma, a criação da Giornata europea per le vittime del lavoro em 8 agosto é um marco simbólico e prático. Exige agora que o Parlamento em plenário confirme o compromisso e que as instituições nacionais convertam o reconhecimento em medidas robustas de prevenção, controle e educação — uma verdadeira calibração de políticas para preservar vidas e garantir desenvolvimento sustentável.