Fortitudo retoma sua identidade: atropela Avellino em jogo 5 e garante vaga na semifinal
Fortitudo domina Avellino em jogo 5 no PalaDozza e avança à semifinal; Moore e Mastellari brilham na vitória que reafirma a identidade do clube.
RESUMO ✦
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Fortitudo retoma sua identidade: atropela Avellino em jogo 5 e garante vaga na semifinal
No calor do PalaDozza, onde a Fortitudo construiu boa parte da sua narrativa recente, a equipe confirmou neste jogo 5 aquilo que muitos esperavam: reação firme, autoridade coletiva e a classificação para a semifinal dos playoffs de promoção. A vitória caseira — a vigésima em 21 partidas na arena — não foi apenas resultado; foi restabelecimento de identidade. Depois dos veneni da semana, o recado do setor mais aguerrido da torcida ficou explícito num enorme striscione da Fossa dei Leoni: “Per questo simbolo, per questa gente, tutti uniti”. A equipe respondeu à altura.
Desde os primeiros minutos a Fortitudo teve o controle do jogo, mesmo convivendo com os limites físicos e os pequenos acciacchi que se acumulam durante a temporada. A mudança tática de Caja — recolocar Moore em quadra no lugar do discreto Perkovic visto nas partidas em Irpinia — revelou-se decisiva. O americano abriu a partida com uma bomba e terminou com 21 pontos e 9 assistências, comandando o ritmo ofensivo e oferecendo leituras de jogo que a equipe precisava.
Além de Moore, a partida teve contribuições substanciais de Mastellari (16 pontos) e de Moretti, cada vez mais convincente no papel de presença física (10 pontos, 7 rebotes e 6 falli subiti). Fantinelli, saindo do banco, trouxe experiência e um arremesso de fora que ajudou a abrir ainda mais espaço. No primeiro intervalo o placar já dava sinais de que a noite seria tranquila para os bianconeri: 28-9.
Avellino tentou reagir no segundo quarto, e um momento de preocupação veio quando Della Rosa foi ao quarto foulo muito cedo. Mesmo assim, a profundidade do elenco e a liderança das peças-chave permitiram à Fortitudo manter vantagem, alcançando um confortável +22 antes do intervalo, que terminou 45-28.
Ao voltar do vestiário, a resistência avellinese ficou reduzida ao esforço defensivo a campo inteiro, tática que visava perturbar o ritmo dos anfitriões. Foi insuficiente. Moore e Sorokas assumiram responsabilidades, e duas triplas seguidas de Mastellari praticamente selaram a história do confronto: 63-36 no meio do terceiro período. A diferença alcançou os 30 pontos pouco depois, e a partida passou a ser uma celebração controlada da torcida, que viu a Fortitudo gerir a vantagem até o apito final.
Ao fim, resultado e estatísticas confirmam não só a superioridade pontual, mas um capítulo de recuperação emocional: evitar uma eliminação que teria soado como uma beffa e transformar o PalaDozza em palco de revalidação. A próxima etapa é a semifinal contra Verona, cuja série começa já na quarta-feira, novamente no PalaDozza. É um confronto que promete testar a consistência de uma equipe que, nas últimas semanas, teve de conciliar talento e paciência.
Mais do que celebrar uma vitória, a torcida e a cidade assistiram a uma reafirmação de um coletivo que se vê como representante de uma tradição: não apenas o resultado importa, mas a capacidade de responder às pressões externas, de preservar símbolos e de transformar o estádio num espaço de pertencimento. Nesta chave, a passagem à semifinal é tanto desporto quanto gesto cultural — e a Fortitudo mostrou que, quando se reconhece o peso do símbolo, a resposta pode ser firme e articulada.