18 clubes da Serie A apoiam Giovanni Malagò na corrida à presidência da FIGC
18 dos 20 clubes da Serie A declaram apoio a Giovanni Malagò para a presidência da FIGC; Lotito e Zanzi pedem debate programático antes do endosso.
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18 clubes da Serie A apoiam Giovanni Malagò na corrida à presidência da FIGC
Por Otávio Marchesini, repórter de Esportes — Espresso Italia
Na assembleia realizada hoje, as 20 sociedades da Serie A discutiram formalmente o apoio à candidatura de Giovanni Malagò para a presidência da FIGC. Segundo as primeiras indicações, o dirigente romano, ex-presidente do CONI e atualmente à frente da Fondazione Milano Cortina, pode contar com uma ampla maioria: 18 clubes manifestaram preferência a seu favor.
O quadro de apoio, puxado sobretudo pelas grandes equipes do Norte, não nasce apenas do prestígio institucional de Malagò, mas também de um cálculo institucional sobre estabilidade, interlocução com as instâncias europeias e experiência administrativa em megaeventos — elementos que redesenham hoje o mapa de poder do futebol italiano.
Não assinaram o documento de sintonia com a maioria o presidente da Lazio, Claudio Lotito, e o titular do Verona, Italo Zanzi. Ambos evitaram transformar a abstenção em um veto: a objeção não recai sobre o perfil do candidato, mas sobre o método adotado. Lotito e Zanzi reclamaram da substituição do debate programático por um endosso prematuro, defendendo que primeiro se discuta conteúdo e diretrizes e depois se formalize o apoio a nomes.
A reunião começou com pequeno atraso e prossegue com a presença de todas as 20 sociedades da elite. O episódio é sintomático de uma mudança de cultura política nas associações de futebol, em que o alinhamento com figuras de credibilidade pública convive com exigências crescentes de transparência e debate programático.
O calendário formal permanece inalterado: o prazo para a apresentação oficial de candidaturas à presidência da Federação Italiana de Futebol é 13 de maio de 2026, enquanto a votação que elegerá o novo presidente está marcada para 22 de junho de 2026. Entre essas datas, espera-se um acirramento do diálogo sobre propostas de governança, calendário, desenvolvimento das bases e relação com as ligas profissionais.
Mais do que uma simples sucessão institucional, a possível eleição de Giovanni Malagò representa uma escolha sobre como o futebol italiano se reposiciona no plano nacional e internacional — um momento em que memória administrativa, legitimidade técnica e interesse dos clubes colidem com demandas por inovação e participação.
Em termos práticos, a preferência manifestada hoje oferece a Malagò um ponto de partida confortável. Resta saber se esse capital político será convertido em um projeto claro e detalhado que responda às aspirações de clubes, federação e público. Caso contrário, a reclamação de figuras como Claudio Lotito e Italo Zanzi poderá transformar apoio aparente em tensão política nas semanas seguintes.
Continuaremos a acompanhar os desdobramentos deste processo, observando não apenas os nomes, mas as propostas que definirão a arquitetura do futebol italiano para os próximos anos.