Malagò busca anunciar novo técnico da seleção italiana até hoje; Mancini lidera candidatura

Malagò busca anunciar o novo técnico da seleção italiana hoje; Mancini é favorito e Chiellini ganha força como diretor técnico.

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Malagò busca anunciar novo técnico da seleção italiana até hoje; Mancini lidera candidatura

É o dia decisivo para a reconstrução da Nazionale. Às 12h, reúne‑se o Conselho Federal da FIGC, convocado para encerrar a instabilidade desencadeada após o colapso da candidatura de Andrea Pirlo e as consequentes demissões de Paolo Maldini e Leonardo, que abandonaram o projeto técnico do Club Italia.

O presidente Giovanni Malagò pretende chegar ao encontro com o nome do novo comandante em mãos. No topo da lista figura Roberto Mancini, apontado atualmente como favorito; Antonio Conte aparece como a alternativa mais consistente. Para a função de diretor técnico, ganha força a candidatura de Giorgio Chiellini, sinalizando uma aposta em referências internas e na continuidade de uma identidade tática e cultural ligada aos protagonistas recentes da seleção.

O episódio Pirlo — relacionado ao vínculo com a casa de apostas russa Fonbet — desencadeou uma forte repercussão política e um acalorado confronto verbal entre Malagò e o ministro do Esporte, Andrea Abodi. Nas últimas horas, emergiu a informação de que a FIGC teria conhecimento prévio do acordo firmado pelo ex‑meio‑campista, inclusive de uma cláusula que permitia a suspensão do vínculo em caso de retorno ao comando técnico nacional.

Na tentativa de atenuar a ruptura, chegou a ser sondado o nome de Thiago Motta, hipótese que, contudo, não reuniu consenso suficiente entre os decisores. Com o projeto técnico anterior desfeito, a federação vê‑se obrigada a reconstituir sua estratégia desde a base, num momento em que a seleção precisa mais do que nunca de um fio condutor institucional e simbólico.

Além da definição do novo ct, a agenda do Conselho prevê comunicações presidenciais, alterações regulatórias, a integração de elementos ao quadro da Serie C, nomeações internas e a aprovação do calendário para a temporada 2026/27. Esses pontos ressaltam que a reunião não é apenas sobre um nome — trata‑se de restabelecer governança e projetar a estrutura que sustentará a equipe nas próximas campanhas.

As saídas de Paolo Maldini e Leonardo traduzem mais do que dissensos de curto prazo: representam uma ruptura em um modelo de gestão que buscava conciliar figuras históricas do jogo com renovação técnica. A eventual escolha por Mancini ou por Conte terá implicações que vão além do campo: tratará de uma visão sobre continuidade, estilo de jogo, gestão de egos e relação com as bases e clubes.

O caso também ilumina questões maiores que atravessam o futebol moderno na Itália — transparência nos contratos, vínculos com patrocinadores internacionais e a articulação entre federação e poder público. Se a FIGC pretende recuperar crédito e restaurar uma narrativa de estabilidade, o Conselho de hoje será a prova de fogo dessa capacidade de decisão.

Enquanto os olhos da nação e dos atores institucionais se voltam para o fórum federativo, a expectativa é que o esboço do próximo ciclo seja apresentado com clareza: um treinador à altura do desafio esportivo e um projeto administrativo que retome a confiança perdida. A tarde de hoje deve dizer, em grande medida, se a Nazionale consegue virar a página ou se seguirá num período prolongado de incerteza.