Giro d'Italia — 18ª etapa: de Fai della Paganella a Pieve di Soligo (171 km) com o decisivo Muro di Ca' del Poggio

Giro d'Italia: 18ª etapa, 171 km de Fai della Paganella a Pieve di Soligo; atenção ao Muro di Ca' del Poggio a 9 km do fim. Saiba horários e percurso.

Giro d'Italia — 18ª etapa: de Fai della Paganella a Pieve di Soligo (171 km) com o decisivo Muro di Ca' del Poggio

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Giro d'Italia — 18ª etapa: de Fai della Paganella a Pieve di Soligo (171 km) com o decisivo Muro di Ca' del Poggio

Antes da fase final que costuma definir o Giro d'Italia, a 18ª etapa propõe um trajeto nervoso e estratégico: 171 km entre Fai della Paganella e Pieve di Soligo, com desnível acumulado de aproximadamente 2.050 metros. A jornada percorre as colinas do Prosecco e reserva o temido Muro di Ca' del Poggio a cerca de 9–10 km do fim — um ponto que pode reescrever o roteiro esperado e favorecer ataques de longe mais do que uma chegada em pelotão compacto.

O percurso começa descendo do vale do Adige e transita rumo ao vale do Brenta, primeiro desafio marcado pela subida de Civezzano. A partir daí, estradas onduladas e seções predominantemente de descida conduzem o pelotão até Primolano. Após as famosas Scale di Primolano, a prova entra no vale do Piave e encontra uma sequência de ressaltos: Combai, Tarzo e, por fim, o afamado Ca' del Poggio, última dificuldade do dia, colocada a cerca de 9 km do final.

O desenho final é traiçoeiro: uma parte rápida e em leve descida que antecede duas curvas no último quilômetro e um retão final de 300 metros com pequena inclinação. Essa combinação de traçado e proximidade do Muro di Ca' del Poggio ao final tende a favorecer ciclistas caça‑etapas e movimentos de força, em detrimento de um sprint massivo.

Do ponto de vista tático, equipes com líderes para a classificação geral terão decisões a tomar: controlar a fuga para não ceder tempo a rivais, ou permitir um grupo de aventureiros e guardar energias para a alta montanha que se aproxima. Para os corredores de etapa, a sequência de pequenas dificuldades e o muro final representam oportunidade clássica para ataques surpresos — uma leitura que combina tradição e desejo de conquista local, especialmente nas colinas do Prosecco, onde o ciclismo se confunde com identidade territorial.

Em termos de transmissão, a etapa será exibida ao vivo pela RaiSport e Rai2, com streaming disponível em Rainews.it a partir das 13h15; a previsão de chegada da caravana é por volta das 17h30. Para o público e para os times, esse é o momento de atenção elevada: cada quilômetro pode, sob o impacto do relevo e da psicologia da corrida, produzir uma narrativa capaz de marcar a memória desta edição.

Enquanto o pelotão percorre as encostas do Veneto e o verde dos vinhedos de Prosecco observa o desfile, a 18ª etapa se apresenta como ponte entre o esforçado cotidiano das etapas médias e a crueldade das jornadas decisivas que virão. Não se trata apenas de quem vence — mas de como se posicionam histórias, ambições e estratégias que reverberarão até a chegada em Turim (ou onde for o desfecho desta edição). Para quem acompanha o Giro d'Italia com olhar atento, estas 171 km podem revelar mais do que um simples vencedor de etapa: podem antecipar tendências e decidir destinos.