Wesley sofre lesão no bíceps femoral e fica mais de um mês fora: impacto na Roma e calendário de recuperação

Wesley tem lesão no bíceps femoral direito e ficará ao menos quatro semanas fora; veja jogos que perderá e a projeção de retorno da Roma.

Wesley sofre lesão no bíceps femoral e fica mais de um mês fora: impacto na Roma e calendário de recuperação

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Wesley sofre lesão no bíceps femoral e fica mais de um mês fora: impacto na Roma e calendário de recuperação

Por Otávio Marchesini, Espresso Italia — A Roma recebe uma notícia que altera não apenas a rotação do time, mas também a estratégia de gestão do elenco nas próximas semanas: o extremo brasileiro Wesley sofreu uma lesão musculotendínea no bicipite femoral direito, confirmada após exames realizados na segunda-feira, 30 de março.

O problema ocorreu durante a pausa de seleções, quando o jogador deixou o campo na partida amistosa entre Brasil e França — confronto que terminou 2-1 para os europeus. O episódio obrigou Wesley a abandonar o acerto do Brasil e regressar imediatamente a Trigoria para avaliações. A ressonância magnética e a ecografia apontaram para uma lesão clara no complexo músculo-tendíneo da parte posterior da coxa direita.

Do ponto de vista médico, a estimativa é de ausência por pelo menos quatro semanas. Na prática, isso significa que o ala giallorosso ficará fora de jogos decisivos da reta final da temporada. Segundo o boletim interno do clube e a projeção da comissão técnica, Wesley não estará disponível para o duelo com o Inter, em Milão, no próximo dia 5 de abril, nem para as partidas internas da Série A contra Pisa e Atalanta. A ausência também se estende à viagem a Bologna marcada para 25 de abril e ao confronto no Olímpico diante da Fiorentina em 3 de maio.

O treinador apontado no comunicado como Gasperini estabelece como meta reintegrar o atleta para a partida no Tardini, contra o Parma, programada para o fim de semana de 10 de maio. Trata-se de um horizonte que combina prudência clínica e necessidade competitiva: evitar recaídas musculares exige um processo gradual de reabilitação e condicionamento, especialmente em lesões do grupo posterior da coxa, onde o risco de recorrência é elevado quando o retorno é precipitado.

Para a Roma, a ausência de Wesley não é apenas uma lacuna tática — é também um teste à profundidade do plantel e à capacidade do clube de gerir o desgaste físico em uma fase em que cada ponto tem peso na construção de histórias esportivas e financeiras. A lesão expõe a fragilidade das cadeias de formação muscular e evidencia como as pausas para seleções, apesar de importantes para identidade nacional, podem repercutir de modo significativo no calendário dos clubes.

Nos próximos dias, a equipe médica de Trigoria deverá detalhar o plano de reabilitação, que incluirá fisioterapia intensiva, trabalhos de campo controlados e avaliações periódicas por imagem. A expectativa é que, salvo complicações, Wesley retome atividades com o grupo no início de maio, visando uma convocação condicional para o duelo no Tardini.

Em sentido mais amplo, este episódio reforça a necessidade de diálogo entre clubes, federações e seleções sobre protocolos de manejo de lesões e calendários, um debate que atravessa o futebol europeu contemporâneo e que define carreiras e destinos coletivos.