Di Foggia renuncia a indemnização de €7,19 mi e assume Presidência da Eni; De Biasio é novo AD da Terna a partir de 5 de maio
Di Foggia renuncia a €7,19 mi e avança para a Presidência da Eni; De Biasio assume como novo AD da Terna em 5 de maio de 2026.
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Di Foggia renuncia a indemnização de €7,19 mi e assume Presidência da Eni; De Biasio é novo AD da Terna a partir de 5 de maio
Marco Severini — Em um movimento que redesenha peças importantes no tabuleiro da energia italiana, Giuseppina Di Foggia, hoje Amministratore Delegato e Direttora Generale da TERNA S.p.A., formalizou um acordo para a cessação antecipada de seu mandato executivo, com efeito a partir de 5 de maio de 2026. No mesmo acordo, a executiva renunciou, condicionado à sua nomeação como Presidente do Conselho de Administração da ENI S.p.A., a uma indemnização complementar de fim de mandato previamente provisionada — um montante de aproximadamente €7.189.750.
O desfecho foi deliberado no Conselho de Administração de Terna em 24 de abril, com o apoio do Comitato Remunerazione e Nomine e do Comitato Operazioni con Parti Correlate. A transição é acompanhada pela indicação de De Biasio como novo Amministratore Delegato de Terna, com início também em 5 de maio de 2026, assegurando continuidade executiva numa fase de valorização recorde do grupo.
Sob a direção de Di Foggia, o Grupo alcançou níveis históricos de capitalização — superando os €20 bilhões — e exibiu desempenhos operacionais robustos, com receitas em torno de €4 bilhões (+9,6%) e EBITDA de €2,75 bilhões (+7,2%) em relação ao exercício anterior. A companhia informa que a executiva mantém 84.871 ações da Terna, originadas do Plano de Performance Share 2022–2026.
Em termos contratuais, além da renúncia preventiva ao montante provisionado, foi previsto para a posição de Amministratore Delegato um trattamento di fine mandato de €108.750 brutos, conforme a política de remuneração aprovada em assembleias e conselhos ao longo de 2023–2026. O enquadramento segue as deliberações submetidas — e aprovadas — pelos acionistas nas sessões de maio de 2024 e 2025 e pela relação sobre a política de remuneração de 2026.
Do ponto de vista estratégico, trata-se de um movimento calculado: a renúncia ao montante guardado como contingência é simultaneamente um gesto pessoal de alinhamento institucional e uma manobra que facilita a rotação de poder entre grandes atores do setor. Di Foggia foi eleita em 9 de maio de 2023 na lista apresentada pela CDP RETI S.p.A., um vetor de influência que permanece central nas decisões de governança energética italianas.
Este ajuste executivo ocorre num momento em que as grandes empresas do setor energético europeu reavaliam suas arquiteturas de liderança e seus alicerces financeiros diante de um contexto geopolítico e regulatório volátil. A nomeação de Di Foggia para a Presidência da ENI projeta um redesenho de fronteiras invisíveis no eixo de influência entre infraestrutura de rede e produção de energia.
Em suma, a troca de comando na Terna e a eventual assunção de Di Foggia na Eni configuram um movimento decisivo no tabuleiro — uma recomposição de peças que visa estabilidade institucional e continuidade operacional, ao mesmo tempo em que preserva as nuances políticas e financeiras dos atores envolvidos.
Marco Severini — Espresso Italia