Kelly Doualla, 16 anos, bronze nos 100 m; Crotti e Castellani consolidam avanços nos Mundiais U20

Kelly Doualla, 16, bronze nos 100 m; Crotti 4º no triplo e Castellani bate recorde italiano U20 nos 200 m nos Mundiais de Eugene.

Kelly Doualla, 16 anos, bronze nos 100 m; Crotti e Castellani consolidam avanços nos Mundiais U20

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Kelly Doualla, 16 anos, bronze nos 100 m; Crotti e Castellani consolidam avanços nos Mundiais U20

Por Marco Severini — Em uma noite em que foi possível ler, nas marcações e nas trajetórias, o redesenho das linhas de força do atletismo jovem, a Itália recolheu sinais encorajadores em Eugene. Aos 16 anos, Kelly Doualla subiu ao pódio dos 100 metros e conquistou a medalha de bronze, um movimento decisivo no tabuleiro que projeta nova presença italiana entre as velocistas internacionais.

O resultado mais próximo do pódio, entre os homens, veio com o triplista lombardo Francesco Crotti, quarto colocado com a marca de 16,24 m (+0.5), melhorando em nove centímetros seu desempenho e alcançando a oitava posição no ranking juniores italiano de todos os tempos. A prova sofreu um tremor competitivo no quinto salto, quando o jamaicano Michael André Edwards escalou do quarto para o primeiro posto, relegando Crotti ao quarto — uma colocação que ecoa: é igual ao melhor posicionamento de um italiano nos Mundiais juniores, recordando Daniele Greco, quarto em 2008.

No setor do lançamento de dardo, Pietro Villa ficou em 11º, com 66,65 m, enquanto no decatlo o jovem umb ro Matteo Sorci ofereceu uma primeira jornada de alto teor estratégico: quarto na classificação parcial com 4.120 pontos, cifra que supera em 154 pontos a primeira jornada do recorde italiano Under 20 de Dario Dester, estabelecido em 2019. É uma indicação de robustez — alicerces promissores para as provas combinadas.

O feminino trouxe outro sinal de solidez com a presença de Margherita Castellani, que estabeleceu o novo recorde italiano U20 dos 200 metros e garantiu vaga na final. A velocista umbra, preparada com método e continuidade, representa um avanço técnico e tático relevante para as próximas gerações.

Nas semifinais e qualificações matinais avançaram também as barreiristas: Alessia Succo confirmou passagem às semifinais dos 100 m com barreiras, em uma marca próxima de 13.2, 40 anos depois de uma referência nacional; Veronica Cioccoloni igualmente seguiu adiante. Entre os homens, Filippo Vedana saltou ao recorde pessoal com 13.50 nos 110 m com barreiras — marca que o posiciona entre os melhores italianos U20 de sempre — e Alberico Ghedin também avançou com 13.61.

No tiro de velocidade dos 200 m, Diego Nappi anotou 20.71, ritmo de progressão que o insere como referência para as próximas fases; entre as mulheres, Elisa Valensin confirmou presença nas etapas seguintes com 23.27.

Fechando o panorama de saltos, o lombardo Daniele Inzoli foi o melhor na qualificação do salto em distância com um imponente 8,15 m (-0.7), avanço de 22 cm sobre seu anterior recorde pessoal, posicionando-se como o segundo italiano juniores de sempre, atrás apenas de Mattia Furlani (8,38 em 2024).

Em suma, a delegação italiana traça, em Eugene, um jogo por posição e por projeção: não se trata apenas de pódios imediatos, mas da construção metódica de peças fortes para o futuro. Como em uma partida bem estudada, cada avanço — seja um salto, um arremesso ou uma marca nos 100 m — redesenha a tectônica de poder nas pistas juvenis e sinaliza o patamar onde a Itália pretende disputar espaço entre as potências.