Paola Martinez (Open Fiber): a fibra óptica como infraestrutura invisível que redesenha o modelo de cidade
Paola Martinez (Open Fiber) defende que a fibra óptica invisível é chave para cidades sustentáveis, inclusão e serviços como telemedicina e monitoramento ambiental.
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Paola Martinez (Open Fiber): a fibra óptica como infraestrutura invisível que redesenha o modelo de cidade
Napoles, 19 de abril de 2026 — Em discurso na Assembleia ANCI Giovani realizada em Nápoles, Paola Martinez, responsável pelos Assuntos Institucionais Territoriais da Open Fiber, reafirmou que a fibra óptica é uma infraestrutura aparentemente invisível, mas decisiva para transformar o desenho urbano e a governança local.
Martinez colocou a parceria entre operadores e administrações públicas como peça central da estratégia de desenvolvimento territorial da empresa. Segundo a executiva, a presença da rede FTTH não é um fim em si mesma: trata-se de um alicerce tecnológico que permite concretizar um novo modelo de cidade, mais sustentável e orientado para a pessoa.
No seu diagnóstico, a fibra óptica atua em dois eixos complementares. Nos grandes centros, contribui para a descongestão urbana ao habilitar soluções digitais que otimizam mobilidade, serviços públicos e gestão de infraestrutura. Nos pequenos municípios, a conectividade de alta capacidade emerge como instrumento estratégico para combater o despovoamento, atraindo atividades económicas e assegurando inclusão digital.
Martinez enumerou serviços que a FTTH pode viabilizar de forma imediata: monitoramento ambiental em tempo real, gestão eficiente de recursos hídricos, telemedicina integrada às redes locais de saúde e a valorização do patrimônio cultural por meio de plataformas digitais. Essa lista evidencia que a infraestrutura física, embora discreta, possibilita camadas inteiras de inovação pública e privada.
A executiva enfatizou que «a infraestrutura hoje existe; o desafio é colocá-la a sistema e habilitar o seu pleno uso», convocando especialmente os jovens administradores locais a assumirem o papel de catalisadores dessa transição. Em termos de política pública, a mensagem é clara: não basta instalar cabos — é preciso desenhar políticas, estabelecer parcerias e criar capacidade institucional para transformar infra‑estrutura em serviços reais.
Do ponto de vista estratégico, a observação de Martinez remete a uma leitura de longo prazo: a expansão da fibra óptica reconfigura uma espécie de tabuleiro de xadrez territorial, onde posições antes periféricas podem ganhar nova centralidade através da conectividade. A integração entre operadores, administrações e sociedade civil será o movimento decisivo para consolidar esses ganhos.
Conclui‑se que a tecnologia não atua isolada: exige coordenação, incentivos e capital humano para converter capacidade técnica em resultados palpáveis para cidadãos e territórios. A tarefa colocada aos gestores locais é, portanto, a de transformar um alicerce invisível em pilares concretos de desenvolvimento.