Peru: queda de avião turístico em Nazca deixa 13 mortos; entre as vítimas, sete italianos
Avião turístico cai perto de Nazca (Peru): 13 mortos, incluindo sete italianos. Aeronave Cessna 208B OB-2001 incendiou-se. Investigações em andamento.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Peru: queda de avião turístico em Nazca deixa 13 mortos; entre as vítimas, sete italianos
Por Marco Severini — Em um movimento trágico no tabuleiro da aviação turística, um pequeno avião caiu no sul do Peru, nas proximidades das famosas linhas de Nazca, resultando na morte de 13 pessoas. O episódio, que expõe os alicerces frágeis da segurança em rotas turísticas sensíveis, ocorreu após a aeronave declarar emergência e perder altitude de maneira súbita por causas ainda a esclarecer.
O avião, identificado como um Cessna 208B Grand Caravan da companhia Aerodiana (registro OB-2001), havia decolado do aeroporto de Pisco com destino ao aeroporto Maria Reiche, em Nazca, para um voo panorâmico sobre as Linhas de Nazca. Segundo relatos oficiais e a imprensa local, o piloto declarou emergência por volta das 13:01, cerca de uma hora após o início do voo. Poucos instantes depois o aparelho perdeu contato com o controle de tráfego aéreo e despencou em uma área agrícola do setor de Pueblo Viejo, a aproximadamente 1,5 km da Panamericana Sur.
Após o impacto, a aeronave incendiou-se imediatamente, tornando impossível qualquer tentativa de resgate. As equipes de socorro confirmaram a ausência de sobreviventes no local. Os corpos foram removidos e levados ao obituário para necropsia enquanto as autoridades iniciam as perícias técnicas.
O balanço oficial aponta 13 mortos: 11 passageiros — todos turistas estrangeiros — e dois tripulantes peruanos. Entre os turistas, identificaram-se sete cidadãos italianos, além de dois alemães e dois espanhóis. As sete vítimas italianas, segundo a lista de passageiros e o plano de voo obtidos pelo veículo Rpp, são:
- Elena Sala (58 anos)
- Matteo Gianturco (24 anos)
- Lorenzo Angelucci (24 anos)
- Massimo Angelucci (58 anos)
- Cristina Maria Bianco (57 anos)
- Paolo Gianturco (59 anos)
- Pietro Gianturco (18 anos)
As apurações iniciais indicam que as sete vítimas italianas pertenciam a duas famílias amigas que viajavam juntas. A identificação das demais vítimas e a confirmação dos dados seguem em andamento pelas autoridades peruanas.
Do ponto de vista técnico, trata-se de um acidente envolvendo uma aeronave monomotor turboélice amplamente utilizada para voos turísticos e regionais. As circunstâncias que levaram à perda repentina de altitude permanecem objeto de investigação das autoridades aeronáuticas peruanas, que deverão analisar fatores como mecânica, manutenção, condições meteorológicas e eventuais falhas humanas. A cena do acidente, com a fuselagem consumida pelas chamas, complica a coleta de evidências e pode retardar conclusões preliminares.
Autoridades locais e a Presidência do Peru manifestaram pesar e prometeram acompanhamento das investigações, assim como apoio às famílias das vítimas. Em termos geopolíticos, episódios dessa natureza repercutem não apenas no plano humano, mas na percepção de segurança de destinos turísticos chave, exigindo respostas coordenadas entre operadores, reguladores e diplomacias nacionais — um redesenho de prioridades que demanda análise e medidas práticas.
Enquanto os investigadores mapeiam a sequência do acidente, cabe manter a calma analítica: entender o que falhou é o movimento decisivo para prevenir novas tragédias. Como em um jogo bem disputado, cada peça — manutenção, regulação, formação de tripulação, infraestrutura — precisa estar no lugar certo. O desenrolar das investigações dirá onde estava a fraqueza na tectônica desse setor.