Raid conjunto EUA-Israel elimina três líderes xiitas: Larijani, Soleimani e o porta-voz da Kata'ib Hezbollah
Raid conjunto EUA-Israel mata três líderes xiitas — Larijani, Soleimani e porta-voz da Kata'ib Hezbollah — e reconfigura o tabuleiro estratégico regional.
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Raid conjunto EUA-Israel elimina três líderes xiitas: Larijani, Soleimani e o porta-voz da Kata'ib Hezbollah
Por Marco Severini — Em um movimento que redesenha, em poucos instantes, linhas de influência no Oriente Médio, forças combinadas dos EUA e de Israel realizaram na noite de 16 de março uma série de ataques aéreos que culminaram na morte de três dirigentes de destaque das redes xiitas de oposição. As vítimas são identificadas como Abu Ali al-Askari, porta-voz e chefe de segurança do grupo iraquiano Kata'ib Hezbollah; o oficial dos Pasdaran e líder do Basīj Gholamreza Soleimani; e Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e ex-comandante dos Pasdaran. A morte de Larijani foi confirmada publicamente pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz.
Fontes insurgentes do Iraque, incluindo a liderança do próprio Kata'ib Hezbollah, qualificaram a eliminação de al-Askari como um "martírio"; relatos indicam que o porta-voz morreu provavelmente em Bagdá, onde exercia também funções de segurança. Em resposta interna, o grupo nomeou Abou Moujahed al-Assaf como novo chefe de segurança, conforme comunicados internos recebidos por canais pró-iranianos.
De maneira simultânea, esquadrões aéreos atribuídos ao esforço israelo-estadunidense atacaram três áreas dentro do Irã — Teerã, Shiraz e Tabriz — com a IDF reivindicando impactos sobre sedes de segurança, instalações do Ministério da Inteligência e estruturas do Basīj, onde Soleimani teria exercido comando. As operações foram, segundo fontes militares israelenses, projetadas para desorganizar redes de comando e controle e impedir retaliações de maior envergadura.
O episódio ocorre no décimo oitavo dia de um confronto mais amplo entre blocos regionais e ocidentais, marcado por um acirramento tático que tem visto atentados, contra-ataques e ataques a instalações diplomáticas. Relatórios adicionais citam impactos e tentativas de ataque a pontos estratégicos, incluindo incidentes registrados na zona de Fujairah e relatos de tensões em bases americanas na região do Golfo.
À escala estratégica, trata-se de um movimento decisivo no tabuleiro: ao remover dirigentes de alto nível, os atacantes visam criar rupturas no comando adversário, mas assumem o risco de provocar uma recomposição rápida e uma possível escalada. Há indicações, não totalmente verificadas, de que o aiatolá Khamenei teria delegado funções executivas a Larijani em um momento de crise, o que confere à sua eliminação um significado político além do militar.
Enquanto as potências calibram os próximos passos, a tectônica de poder na região mostra-se frágil — os alicerces da diplomacia balançam e as próximas jogadas, internas e externas, determinarão se a crise será contida ou se abrirá uma nova fase de confronto. Em termos práticos, a sucessão dentro do Kata'ib Hezbollah e a reorganização do Basīj serão acompanhadas com atenção pelos serviços de inteligência ocidentais e regionais.
Continuarei monitorando os desdobramentos com a serenidade de um estrategista que prefere prever os movimentos antes que sejam executados — porque, no final, geopolítica também é leitura de mapas e antecipação de respostas.


