Terna aprova balanço 2025 com dividendo de €0,3962 por ação; Stefano Cuzzilla eleito presidente (2026-2028)
Terna aprova balanço 2025 e distribui dividendo de €0,3962/ação; Stefano Cuzzilla é eleito presidente para 2026-2028.
RESUMO ✦
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Terna aprova balanço 2025 com dividendo de €0,3962 por ação; Stefano Cuzzilla eleito presidente (2026-2028)
Por Marco Severini — Em Roma, na sede corporativa, a Assembleia ordinária de acionistas da Terna reuniu-se sob a presidência de Igor De Biasio e ratificou hoje o balanço 2025 da companhia, delineando decisões que reafirmam a continuidade da política de remuneração ao acionista e redesenham, de modo calculado, a governança para o próximo trienio.
Na sessão, que observou as disposições de participação previstas pela legislação emergencial em vigor — com o exercício dos direitos de voto realizado exclusivamente por meio do representante designado pela sociedade nos termos do art. 135-undecies do D.Lgs. n.58/1998 — estavam representados aproximadamente 71,39% do capital social.
Sobre a proposta aprovada pelo Conselho de Administração — com adesão expressiva de 99,49% dos votos do capital representado — foi deliberado um dividendo para o exercício 2025 de 39,62 centésimos de euro por ação (ou €0,3962 por ação). Do montante total, já havia sido liquidado, em forma de adiantamento, um valor de 11,92 centésimos por ação em 26 de novembro de 2025. O saldo a distribuir, líquido de eventuais retenções legais, corresponde a 27,70 centésimos por ação; o pagamento desse saldo será efetuado a partir de 24 de junho de 2026, com data stacco (ex-dividend) em 22 de junho de 2026 e record date em 23 de junho de 2026.
É importante sublinhar que o saldo do dividendo será imputado exclusivamente ao resultado do exercício de 2025, e não serão computadas para esse pagamento as ações próprias eventualmente detidas pela companhia na record date.
No campo da transparência e da conformidade, foram apresentados o balanço consolidado e a rendicontação consolidada de sustentabilidade, elaborada em conformidade com o Decreto Legislativo de 6 de setembro de 2024 e integrada na relação de gestão anual — movimentos que reforçam os alicerces formais da companhia perante investidores institucionais e reguladores.
Em matéria de governança, a Assembleia elegeu o novo Conselho de Administração, com mandato até a aprovação do balanço do exercício de 2028. O Conselho será composto por treze membros, entre os quais figura Stefano Cuzzilla, nomeado Presidente para o trienio 2026-2028. Os demais administradores eleitos são: Elisabetta Tromellini, Silvia Tossini, Antonella Faggi, Paolo Damilano, Gian Luca Gregori, Anna Lorusso, Jean-Michel Aubertin, Anna Chiara Svelto, Elena Biffi e Leopoldo Maria Attolico. Os nomeados declararam cumprir os requisitos de independência previstos pela normativa aplicável e pelo Código de Corporate Governance.
Do ponto de vista estratégico, a decisão sobre dividendo e a recomposição do Conselho de Administração configuram um movimento deliberado no tabuleiro — não apenas de distribuição de caixa, mas de legitimidade e estabilidade institucional. A cifra anunciada equilibra a expectativa remuneratória dos acionistas com a necessidade de preservar capacidade de investimento em infraestrutura crítica, numa tectônica de poder onde a continuidade operacional e a confiança dos mercados são peças centrais.
Em suma, a leitura deste desfecho corporativo por um observador de relações internacionais e estratégia corporativa é a de um reposicionamento prudente: reforça-se a previsibilidade para o acionista e consolida-se um novo quadro executivo com vistas a navegar as complexidades regulatórias e os desafios de transição energética que definem o horizonte europeu.