Lombardia trava proposta que visa proibir pedir esmola com cães apesar de 6.000 assinaturas

Proposta na Lombardia para proibir pedir esmola com cães com 6.000 assinaturas está parada na Comissão de Saúde há quase um ano.

Lombardia trava proposta que visa proibir pedir esmola com cães apesar de 6.000 assinaturas

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Lombardia trava proposta que visa proibir pedir esmola com cães apesar de 6.000 assinaturas

Em julho do ano passado a Task Force Animalista apresentou na Assembleia Regional da Lombardia (Pirellone) uma proposta de lei de iniciativa popular destinada a proibir o pedir esmola com cães em todo o território regional. O texto, apoiado por mais de 6.000 assinaturas certificadas, buscava combater o que ativistas definem como formas organizadas de exploração de animais associadas ao fenômeno.

No entanto, quase um ano após a entrega formal do projeto, ele ainda não foi incluído na pauta da Comissão de Saúde do conselho regional. A morosidade deixou voluntários e cidadãos que assinaram a iniciativa preocupados. "Falamos de animais frequentemente usados para suscitar compaixão e aumentar as ofertas. Em muitos casos permanecem horas na rua, sem assistência adequada, expostos ao sol no verão e ao frio no inverno", afirma Carolina Sala, presidente da Task Force Animalista e primeira signatária do texto. A reportagem da Espresso Italia ouviu representantes e voluntários que acompanharam a coleta de assinaturas e a entrega do projeto.

Segundo a associação, todo o rito procedural exigido pela Região foi cumprido: verificação das assinaturas, encaminhamento aos órgãos competentes e a consequente atribuição à Comissão de Saúde. Ainda assim, o caminho legislativo não avançou. "Já se passou quase um ano e o texto nem sequer foi incluído na ordem do dia da Comissão. Uma proposta apoiada por milhares de cidadãos merece atenção institucional", lamenta Sala.

O objetivo declarado pelos promotores não é punir pessoas em situação de vulnerabilidade que vivem com seus animais de estimação, mas sim atingir estruturas organizadas que utilizam cães para atrair doações. A intenção é proteger o bem-estar animal e romper redes de exploração, iluminando novos caminhos para políticas públicas que combinem acolhimento social e proteção da fauna doméstica.

O fenômeno é frequentemente relatado em grandes cidades como Milão, onde imagens e denúncias de animais obrigados a permanecer horas nas calçadas circularam entre organizações de proteção animal. Em alguns casos, guardas zoofílicas intervieram e resgataram animais visivelmente sofrendo, o que reforça o argumento dos ativistas sobre a existência de situações de abuso e negligência.

Para a Task Force Animalista, a falta de movimento na comissão representa um descompasso entre a voz da sociedade civil e a agenda política. Voluntários que conduziram a coleta de assinaturas destacam que a iniciativa exigiu um esforço logístico e jurídico considerável: "Semear mudança exige trabalho paciente: reunimos grupos, campanhas e o compromisso de cidadãos que querem um horizonte límpido para o convívio urbano".

Enquanto a proposta aguarda tramitação, ativistas pedem maior transparência sobre os prazos e medidas propostas. A expectativa é que a discussão seja aberta em breve, permitindo que a luz do debate público ilumine soluções que conciliem tutela animal e políticas de inclusão social.