Papa Leone: “A guerra é vencida pelo amor, não por uma superpotência”
Papa Leone afirma que a guerra é vencida pelo amor, não por uma superpotência, e pede perdão e unidade na homilia de Pentecostes.
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Papa Leone: “A guerra é vencida pelo amor, não por uma superpotência”
Papa Leone voltou a clamar pela cessação dos conflitos ao presidir a homilia da missa de Pentecostes. Com linguagem direta, o Pontífice pediu que, com "coração ardente", se rogue ao Espírito do Ressuscitado que livre a humanidade do mal da guerra. "A guerra é vencida não por uma superpotência, mas pela Onipotência do amor", afirmou.
Na celebração, Papa Leone destacou que a libertação da miséria humana não se dá por uma riqueza incalculável, mas por um dom inesgotável. "Rezemos para que ele nos livre da miséria, que é resgatada não por riquezas, mas por um dom inesgotável", disse o Pontífice, vinculando a ideia de redenção ao anúncio universal em nome de Jesus.
Ao comentar a raiz da paz, o Papa sublinhou que ela nasce do perdão e conduz ao perdão: "Começa com o perdão dado pelo próprio Jesus, que foi traído, condenado e crucificado por nós". Em sua fala, ressaltou que o Senhor derrama o Espírito da paz "de um extremo ao outro da história", sem excluir ninguém daquele que redimiu todos da morte.
Leone observou que a festa de Pentecostes indica uma mudança que opera à escala histórica. "Há mudanças que não renovam o mundo, mas o envelhecem entre erros e violências", disse, contrapondo-as ao efeito do Espírito Santo. "O Espírito ilumina as mentes e suscita nos corações novas energias de vida. É assim que transfigura a história, abrindo-a à salvação e ao dom que o único Senhor partilha com todos".
Sobre a missão da Igreja, o Pontífice declarou que ela testemunha essa partilha transformando a confusão do mundo em comunhão com Deus e entre as pessoas. A missão confiada por Deus exige "uma unidade fundada no amor de Deus", fonte do nosso amor.": "O Espírito, que falou pelos profetas, promove sempre a unidade na verdade, porque suscita compreensão, concórdia e coerência de vida", lembrou o Papa na homilia.
Referindo-se ao sinal da Pentecostes, Leone ressaltou o dom das línguas como expressão de compreensão na fé única. O Paráclito, explicou, protege contra tudo aquilo que impede essa sintonia: facciosidades, hipocrisias e modismos que ofuscam a luz do Evangelho. "A verdade que Deus nos dá permanece como palavra libertadora para todos os povos, uma mensagem que transforma cada cultura desde dentro", concluiu.
Esta homilia reafirma posições centrais do magistério papal sobre paz e missão: a ênfase no amor como força redentora, a centralidade do perdão como caminho para a paz e a atuação do Espírito Santo como motor de renovação pessoal e comunitária. A mensagem chega em plena Pentecostes, chamando a comunidade a traduzir a fé em ações concretas de reconciliação e serviço.