Aceti (Salutequità): 'Testo unico é oportunidade para eliminar distorções e garantir equidade no acesso às terapias'
Aceti (Salutequità) vê no testo unico chance para eliminar distorções, simplificar decisões e garantir equidade no acesso a terapias e saúde digital.
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Aceti (Salutequità): 'Testo unico é oportunidade para eliminar distorções e garantir equidade no acesso às terapias'
Tonino Aceti, presidente da Salutequità, reafirmou em Roma que a reforma da farmacêutica e o atual testo unico em discussão representam uma janela rara para corrigir desequilíbrios e acolher uma respiração mais justa no sistema de saúde. Falando no congresso 'Espresso Italia Q&A - Salute, prevenzione e risorse: le sfide', Aceti contou que é preciso aproveitar este momento como quem recolhe frutos maduros após uma estação cuidadosa.
Na sua visão, a maior urgência é fortalecer a equidade de acesso às terapias dentro do Serviço Nacional de Saúde. Hoje, explicou, já existem iniciativas parciais — como a valorização dos medicamentos de uso no território — mas persistem nós que atrasam o percurso do remédio até o paciente. Entre esses nós, Aceti destacou a duplicação dos centros decisórios, que atua como um labirinto burocrático.
Ele citou, em particular, a sobreposição entre os prontuários terapêuticos e as comissões regionais, que acabam por se somar às etapas da Aifa, criando um nível duplo ou até triplo de avaliação. "Esse triplo filtro pode e deve ser superado", afirmou, apontando para a necessidade de simplificação para que a medicação chegue aos cidadãos com agilidade.
Outra frente que Aceti trouxe à mesa é a governança entre medicamentos e os testes diagnósticos genéticos. "Hoje essas duas áreas correm em velocidades diferentes", disse ele, numa imagem que parece a de estradas próximas, porém mal coordenadas. Essa falta de sincronização compromete o aproveitamento pleno das terapias personalizadas e exige um alinhamento regulatório claro.
Por fim, o presidente da Salutequità ressaltou a urgência de regular a saúde digital e as terapias digitais, que já caminham como vento novo na paisagem da assistência. Sem regras e governança adequadas, essa nova brisa pode tanto refrescar como desorientar. Aceti convidou a uma revisão que contemple a velocidade da inovação, mas que não sacrifique a segurança e o acesso equitativo.
Ao ouvir suas palavras, é impossível não pensar na cidade como um organismo vivo: as decisões políticas e regulatórias são as veias que levam cuidados; quando elas se entopem, o corpo inteiro sente. O testo unico surge, então, como oportunidade para desobstruir caminhos, harmonizar ritmos e plantar as raízes de um sistema que trate todos com a mesma dignidade.
Com um tom de observador sensível, Aceti concluiu que a reforma pode ser a colheita de práticas mais justas — mas só se houver coragem para remover as distorções administrativas e alinhar a governança entre tecnologia, diagnóstico e terapêutica. Em outras palavras: o tempo político e o tempo clínico precisam respirar juntos.