Cimo-Fesmed ameaça não assinar pré-acordo do contrato dos médicos 2025-2027
Cimo-Fesmed ameaça não assinar o pré-acordo do contrato dos médicos 2025-2027, citando retrocessos no texto e pedindo revisão imediata.
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Cimo-Fesmed ameaça não assinar pré-acordo do contrato dos médicos 2025-2027
Por Alessandro Vittorio Romano — Em Roma, com a sensibilidade de quem observa as marés do bem-estar coletivo, a negociação do contrato dos médicos e dos dirigentes sanitários para 2025-2027 entrou em uma fase crítica. A federação Cimo-Fesmed, por meio do presidente Guido Quici, avisou que está pronta a não assinar o pré-acordo caso determinados capítulos não sejam revistos.
Segundo comunicado após a reunião desta manhã na Aran, a intenção das partes — Governo, Regiões e Aran — seria concluir a negociação até o outono. No entanto, Quici descreve o último texto recebido como um retrocesso: "A nossa intenção é quella di chiudere il contratto dei medici e dei dirigenti sanitari 2025-2027 il prima possibile, ma diventa difficile farlo se continuiamo a ricevere bozze di testo peggiori delle precedenti. Se non si cambia rotta su alcuni capitoli del contratto siamo pronti a non firmare il pre-accordo" — palavras que ressoam como um vento frio sobre uma colheita ainda por amadurecer.
O presidente sublinha que, até então, a negociação havia se desenrolado em um clima considerado "positivo e costruttivo", mas denunciou recuos inaceitáveis em pontos-chave do texto. "Se questo è il modo in cui si intende accelerare la trattativa, siamo decisamente sulla strada sbagliata", acrescentou Guido Quici, deixando claro que não aceitará que os médicos sejam quem paguem o preço de um acordo que diminui direitos e não reconhece adequadamente o trabalho exercido nas estruturas de saúde.
Às vezes, uma negociação se assemelha ao solo italiano: precisa ser cultivada com cuidado, respeitando raízes e sazonalidade. Quando propostas retrocedem, é como se a terra desse um passo atrás, e a promessa da colheita futura fica ameaçada. É esse sentido de proteção às raízes profissionais que move a posição firme da Cimo-Fesmed.
O aviso público de não assinatura funciona também como um chamado à responsabilidade política: acelerar não pode significar sacrificar avanços normativos ou remunerações de quem sustenta o sistema de saúde. O bloco entre Governo, Regiões e Aran tem agora a tarefa de responder em termos que reconduzam a pauta ao terreno do acordo justo.
Enquanto a cidade respira entre estações, resta acompanhar os próximos capítulos dessa negociação, na esperança de que a conversa volte a florescer num terreno fértil — onde os profissionais de saúde sejam reconhecidos em suas raízes e fruto.
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