Em Londres, as guitarras de Johnny Marr contam a história dos Smiths em exibição na Christie's
Exposição em Londres reúne cerca de 80 guitarras de Johnny Marr; peças históricas dos Smiths vão a leilão na Christie's em 17 de setembro.
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Em Londres, as guitarras de Johnny Marr contam a história dos Smiths em exibição na Christie's
Por Erica Santini — Ciao, viajante da música. Em uma vitrine onde o tempo parece sussurrar acordes, um pedaço importante da história do pop-rock britânico chegou a Londres. Até 16 de setembro, a leiloeira Christie's expõe a coleção do lendário guitarrista Johnny Marr, um convite sensorial para saborear a história dos Smiths e das canções que marcaram uma geração.
A mostra antecede o leilão marcado para 17 de setembro, quando serão vendidos 111 lotes — entre eles, cerca de 80 guitarras que atravessaram palcos e capas. Marr, que recentemente passou por um tour que incluiu cidades italianas, anunciou nos meses anteriores a decisão de alienar parte de sua vasta coleção; agora, cada instrumento exposto carrega memórias: a textura do tempo nas paredes dos estojos, o brilho das tarraxas, o perfume de amplificadores e palhetas.
Entre os destaques da exibição está uma Rickenbacker 330 Jetglo de 1982, instrumento tocado por Marr em clássicos dos Smiths como "This Charming Man", "What Difference Does It Make?" e "Still Ill" — e que chegou a emprestar a Noel Gallagher para a capa de Supersonic. A estimativa de venda para essa peça icônica está entre 60.000 e 80.000 libras.
Outra relíquia que pulsa história é a Martin D-28 de 1971, a voz acústica por trás de "There Is a Light That Never Goes Out", cujo timbre ainda ecoa nos ouvidos dos fãs. E se o desejo é contemplar a peça mais preciosa, a Gibson ES-355 Cherry Red de 1960 lidera as expectativas, avaliada entre 100.000 e 150.000 libras — um verdadeiro tesouro que carrega tanto a estética quanto a sonoridade de uma era.
Segundo nota da Christie's, parte do produto do leilão será destinada a iniciativas beneficentes: 31 lotes terão sua arrecadação revertida para fins sociais, um gesto que confere à venda uma camada adicional de humanidade. Os detalhes completos sobre os beneficiários não foram plenamente divulgados na nota consultada.
Enquanto caminhamos pela exibição, é impossível não sentir o dolce far niente de cada pausa entre um riff e outro: os estandartes de couro dos estojos, o reflexo dourado das cordas sob a luz, o rumor distante das aplausos que ecoaram em anos de turnês. Para quem ama música, ver essas guitarras é navegar pelas tradições de Manchester até Londres, tocando com a ponta dos dedos os contornos de uma história coletiva.
Se você planeja ir, leve o tempo como companheiro — permita-se a experiência sensorial de observar as marcas de uso, as pequenas assinaturas do artista e imaginar o som que cada instrumento fez ao nascer de um verso. E, naturalmente, fique de olho no leilão de 17 de setembro: será um momento em que objetos e memórias caminharão para novos destinos.
Andiamo, e que a música continue a contar suas histórias.

