OMS: Fumo eleva em 40% risco de infertilidade nas mulheres; saiba como parar reduz chances

OMS: o fumo aumenta 40% o risco de infertilidade nas mulheres; parar pode reduzir 25% o risco. Fumo também prejudica a fertilidade masculina.

OMS: Fumo eleva em 40% risco de infertilidade nas mulheres; saiba como parar reduz chances

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OMS: Fumo eleva em 40% risco de infertilidade nas mulheres; saiba como parar reduz chances

Por Alessandro Vittorio Romano — Em uma paisagem onde a respiração da cidade encontra o tempo interno do corpo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) acende um alerta claro: o fumo interfere na capacidade reprodutiva. Uma revisão sistemática da literatura, que avaliou estudos publicados entre 2000 e 2026, concluiu que mulheres que fumam apresentam um risco até 40% maior de infertilidade em comparação às que nunca fumaram. Há ainda boas notícias: interromper o hábito pode reduzir esse risco em cerca de 25%.

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Como um vento que muda a colheita, o tabagismo afeta não apenas as mulheres. A revisão analisou também 44 estudos envolvendo mais de 60.000 homens e encontrou associações entre fumo e disfunções reprodutivas masculinas, incluindo alterações do líquido seminal, problemas de ereção e dificuldades de ejaculação. Para casais que recorrem à procriação medicamente assistida, o impacto é especialmente doloroso: o ato de fumar pode reduzir em até metade as probabilidades de sucesso dessas técnicas.

O relatório enfatiza ainda que o fumo passivo não é inofensivo — estar exposto à fumaça alheia também foi associado a maiores dificuldades de concepção. Em outras palavras, a fumaça circula como um tempo que não pertence só ao fumante: enraíza-se nos corpos próximos e perturba o delicado ritmo da fertilidade.

Do ponto de vista prático, a OMS aponta para a importância de políticas públicas e programas de cessação do tabagismo como medidas centrais para proteger a saúde reprodutiva. Para o indivíduo, a interrupção do consumo de tabaco mostra-se uma espécie de poda necessária: ao deixar de alimentar o hábito, abre-se espaço para a recuperação e para uma colheita futura mais saudável.

Às mulheres, a mensagem é direta e envolvente, como o aroma de um café ao amanhecer: parar de fumar não só melhora a saúde geral como também aumenta as chances de engravidar. Aos casais e profissionais de saúde, a recomendação é integrar aconselhamento sobre tabagismo nas rotinas pré-concepção e nos caminhos da medicina reprodutiva.

Se a cidade respira com mais suavidade quando a fumaça diminui, também nossos corpos seguem esse compasso. A fertilidade é um fruto sensível aos ciclos do corpo e aos hábitos que nutrimos — e o tabagismo é um dos ventos mais nocivos nesse campo.

Referência: análise da Organização Mundial da Saúde sobre a relação entre tabagismo e infertilidade (revisão sistemática de estudos 2000–2026).

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