92% das mulheres conferem informações de IA com o médico, aponta pesquisa sobre saúde

Pesquisa: 92% das mulheres preferem verificar informações de IA com o médico; 35% usam IA para saúde e 63% já a usaram.

92% das mulheres conferem informações de IA com o médico, aponta pesquisa sobre saúde

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92% das mulheres conferem informações de IA com o médico, aponta pesquisa sobre saúde

ROMA, 28 de maio de 2026 — Uma nova sondagem sobre tecnologia e bem‑estar mostra que a adoção da Inteligência Artificial na vida cotidiana italiana já é ampla, mas atravessada por uma cautela que lembra a respiração ritmada de uma cidade que aprende a conviver com novas estações. Segundo o estudo "Gli italiani, l'IA e la salute: percezioni, comportamenti e differenze di genere", apresentado durante o evento "Salute al femminile: la conoscenza che cura", promovido por Farmindustria, 63% dos italianos já utilizaram ferramentas de Inteligência Artificial e quase um em cada quatro faz uso regular dessas tecnologias.

Na esfera da saúde, o emprego da IA também é significativo: 35% dos entrevistados declararam recorrer a esses recursos para questões relacionadas ao bem‑estar e à saúde. Contudo, emerge com força o papel do fator humano como âncora da confiança. Entre as mulheres, 92,3% afirmam que as informações obtidas por meios digitais devem ser sempre checadas com o médico; entre os homens, a proporção é de 88%.

Essa diferença aponta para uma interpretação mais prudente e responsável da tecnologia por parte das mulheres: 65,3% delas dizem não se sentir confortáveis em basear‑se exclusivamente na IA para se informar sobre saúde, por receio de desinformação e por confiar mais em conteúdos produzidos por pessoas. Entre os homens, a mesma apreensão aparece em 58% dos casos. O resultado delineia um comportamento equilibrado — não tecnofóbico, mas também nada fideístico — que preserva o relacionamento clínico como centro da decisão.

Enquanto observamos essa colheita de hábitos, vale lembrar que a tecnologia funciona como uma estação do ano: traz possibilidades e ventos novos, mas pede preparo e raiz. A pesquisa reforça que, mesmo na era digital, permanece forte o primado do encontro médico‑paciente, a escuta e a validação profissional, que atuam como solo fértil para que boas informações germine m e deem frutos seguros.

Os dados apresentados em Roma servem como um lembrete sensível: a Inteligência Artificial pode ampliar o acesso e fornecer pistas úteis, mas a jornada da saúde continua sendo uma travessia onde a bússola humana — o diálogo com o médico — orienta as escolhas. A desconfiança em relação a conteúdos automatizados, especialmente por temores de desinformação, revela uma preferência clara por verificar e confrontar as respostas artificiais com o saber clínico.

Para quem acompanha o pulso da cidade e os ciclos do bem‑estar, essa pesquisa é ao mesmo tempo um mapa e um convite: usar a tecnologia como ferramenta, sem perder o calor do contato humano que sustenta decisões mais seguras. Em tempos de mudança, a recomendação parece simples e profunda — cultivar a dúvida construtiva, verificar com profissionais e assim transformar a informação em cuidado.

Redação ANSA (adaptação)