Internações por calor aumentam, mas pico de pacientes ainda vem com a gripe, diz diretor em Perugia
Calor eleva internações entre idosos por desidratação, mas hospitais resistem; pico de atendimentos ainda ocorre no inverno com a gripe.
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Internações por calor aumentam, mas pico de pacientes ainda vem com a gripe, diz diretor em Perugia
PERUGIA, 25 de agosto de 2026 — A onda de calor intenso e persistente que marcou este verão trouxe um aumento nas internações nos setores de medicina hospitalar, sobretudo entre os mais velhos com doenças pré-existentes. Ainda assim, segundo o professor Francesco Grignani, diretor do Departamento de Medicina e Cirurgia da Universidade de Perugia e médico da Azienda ospedaliera local, o acréscimo não provocou um colapso nas estruturas: os hospitais têm conseguido dar conta das demandas.
“Durante o verão observamos um incremento sobretudo de idosos que chegam por problemas ligados à desidratação — às vezes com episódios de síncope — o que pode agravar funções renais e desencadear descompensações cardíacas”, explicou Grignani em entrevista à ANSA. São as raízes do corpo, como quem enfrenta um verão seco: falta água e as folhas se curvam, pedindo socorro.
Apesar do aquecimento e dos dias de afa, o especialista sublinha que o impacto sobre as unidades hospitalares foi administrável. “Houve um crescimento nos riscos e nas admissões, mas a estrutura hospitalar resistiu bem”, afirmou.
No entanto, o quadro mais exigente para os departamentos de medicina continua a ser o inverno. “É com a gripe que se registra o verdadeiro hiperafluxo de pacientes”, disse Grignani. Mesmo assim, acrescentou, os serviços hospitalares também têm conseguido responder às pressões sazonais.
Como observador atento das estações e dos seus efeitos sobre o corpo — e sobre a respiração da cidade — vejo esta conjuntura como a confirmação de um ritmo conhecido: o verão colhe fragilidades, e o inverno acentua a demanda. Para quem se cuida, é hora de colher bons hábitos: hidratação constante, atenção aos sinais de tontura ou fraqueza, e acompanhamento médico para quem já tem enfermidades crônicas.
Em suma, a paisagem hospitalar deste verão 2026 espelha a fragilidade das raízes em dias de seca, mas também a resiliência das estruturas sanitárias. A recomendação permanece simples e sensorial: ameace menos o corpo com a sede do dia. Beba, descanse na sombra e não menospreze os sinais que o corpo — nossa estação interna — nos mostra.

