Locatelli: eliminar as barreiras arquitetônicas é essencial para garantir direitos e mobilidade
Locatelli pede eliminar barreiras arquitetônicas para garantir direitos, trabalho e mobilidade; Fiaba Day 2026 reforça acessibilidade universal.
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Locatelli: eliminar as barreiras arquitetônicas é essencial para garantir direitos e mobilidade
ROMA, 15 de setembro de 2026 — Em uma declaração durante a coletiva de apresentação do Fiaba Day 2026, a ministra para as Disabilità, Alessandra Locatelli, destacou que a remoção das barreiras arquitetônicas é um pilar indispensável para assegurar direitos básicos e a participação plena na vida social.
“É importante lembrar que o tema das barreiras arquitetônicas, da acessibilidade universal, não é secundário, mas absolutamente fundamental para garantir o direito ao trabalho, à formação, ao tempo livre, ao esporte e também à moradia de cada pessoa”, afirmou Locatelli. As palavras da ministra foram proferidas no contexto do lançamento nacional da iniciativa dedicada ao combate às obstruções físicas que limitam a circulação e a autonomia.
Locatelli sublinhou que a mudança que o governo busca com a reforma sobre a deficiência vai além do apoio imediato: trata-se de transitar de uma visão de mero assistencialismo para a valorização do indivíduo. “Para isso, devemos garantir a todos a condição de serem cidadãos plenos, por meio da possibilidade de se movimentar e viajar”, declarou, articulando a ideia de que a cidade e seus espaços públicos devem respirar de modo inclusivo, como um ecossistema que acolhe todos os ritmos.
A ministra também salientou que os obstáculos não são apenas físicos. “Existem barreiras culturais, burocráticas e administrativas, além das barreiras sensoriais. Por isso é preciso trabalhar a 360 graus: instituições, terceiro setor e o mundo privado precisam agir juntos”, explicou. A fala remete à necessidade de uma colheita de esforços coordenados, onde políticas públicas, inovação e sensibilidade cotidiana se entrelaçam.
O Fiaba Day é apresentado como uma oportunidade para dar visibilidade a intervenções concretas e incentivar a transformação do espaço urbano e privado. A ministra pediu que a agenda pública e os projetos do setor privado considerem a acessibilidade como elemento estrutural, não como adaptação tardia.
Na perspectiva de quem observa a cidade como uma paisagem viva, a remoção das barreiras traduz-se em um reencontro com os direitos fundamentais: abrir caminho para que todos possam trabalhar, aprender, praticar esportes, morar e se divertir é, no fundo, permitir que o tempo interno do corpo e a respiração da cidade se alinhem em harmonia. É uma colheita de hábitos que favorece bem-estar e dignidade.
Ao final, Locatelli convocou sociedade civil, associações e empresas a somarem esforços, lembrando que a verdadeira inclusão se constrói no dia a dia, com pequenas e grandes intervenções que, juntas, devolvem movimento e liberdade.
Alessandro Vittorio Romano, para Espresso Italia

