Vacina Covid: Bizzarri aponta que estudo da JAMA é viciado e sem braço de controle

Bizzarri critica estudo da JAMA: viciado, sem braço de controle e sem análise de efeitos adversos da vacina Covid, aponta riscos metodológicos.

Vacina Covid: Bizzarri aponta que estudo da JAMA é viciado e sem braço de controle

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Vacina Covid: Bizzarri aponta que estudo da JAMA é viciado e sem braço de controle

Por Alessandro Vittorio Romano

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Um novo estudo publicado na JAMA Internal Medicine afirma haver uma "redução do risco de doenças cardíacas" entre veteranos dos EUA vacinados contra a Covid-19. Mas, visto com o olhar atento da ciência prática e do cotidiano, esse trabalho mostra falhas estruturais significativas, segundo o oncologista e ensaísta italiano Mariano Bizzarri, professor associado do Departamento de Medicina Experimental da Universidade La Sapienza de Roma e diretor do Laboratório de Biologia de Sistemas.

Na leitura de Bizzarri, o estudo está irremediavelmente viciado. Trata-se de um estudo observacional, não randomizado, e os próprios autores reconhecem limitações cruciais: não foram examinados os efeitos adversos, não houve comparação direta com os não vacinados, há risco de erros de classificação e a população avaliada é majoritariamente idosa — o que reduz a aplicabilidade dos resultados para a população em geral.

O ponto central é simples como a respiração da cidade: se as bases do pareamento entre grupos não foram sólidas, as conclusões sobre benefício se tornam frágeis. No suplemento do artigo, Bizzarri chama atenção para o desequilíbrio entre os grupos; as curvas de mortalidade por todas as causas se separam já no décimo dia, sinal de que não houve um balanço adequado entre vacinados e comparadores. Para ele, isso é motivo suficiente para questionar a publicação do trabalho na forma atual.

Em contraposição, estudos como o publicado na Nature em abril de 2026 apontam para preocupações reais sobre a miocardite induzida por vacinas de mRNA: vulnerabilidade mitocondrial associada a danos no tecido miocárdico, níveis elevados de leucócitos e proteína C-reativa, infiltração de células imunes e vacuolização dos cardiomiócitos, com consequente disfunção cardíaca. Esses achados mostram que efeitos adversos graves têm sido documentados, afetando especialmente jovens do sexo masculino.

Ao observar esse debate, sinto a necessidade de traduzir a técnica em experiência: como quem caminha por um pomar após a colheita, não podemos escolher apenas os frutos mais vistosos sem examinar o solo que os sustentou. A ciência epidemiológica exige braçadas cuidadosas entre grupos comparáveis — caso contrário, o resultado é um fruto que parece maduro, mas que pode estar vazio por dentro.

Portanto, a crítica de Mariano Bizzarri não é um ataque ao valor da vacinação per se, mas um pedido por rigor metodológico. Um estudo que omite comparadores não pode alegar benefícios generalizáveis, e muito menos negar — por ausência de análise — a existência de efeitos adversos comprovados em outras pesquisas. Para Bizzarri, publicar conclusões tão definitivas sem essas salvaguardas é imprudente.

Ao leitor que busca navegar por essas águas, ofereço duas luzes: mantenha-se informado por fontes múltiplas e considere o contexto da evidência — a idade da população, o desenho do estudo e a presença ou ausência de braços de controle. A saúde pública é uma paisagem onde cada estação pede cuidados diferentes; hoje, o convite é para exigir mais transparência e equilíbrio antes de transformar uma observação em recomendações amplas.

Em resumo: o estudo da JAMA levanta uma hipótese interessante sobre redução de risco cardíaco entre veteranos vacinados, mas, segundo Mariano Bizzarri, é metodologicamente viciado e não deveria ter chegado às manchetes sem questionamentos mais profundos.

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