Cantieri dell'Immaginario em L'Aquila 2026: 31.836 presenças em 42 encontros
Cantieri dell'Immaginario em L'Aquila reuniu 31.836 pessoas em 42 eventos entre música, teatro, dança e experimentação artística.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Cantieri dell'Immaginario em L'Aquila 2026: 31.836 presenças em 42 encontros
Ciao, viajante dos sentidos. Fechou-se com casa cheia e a luz dourada do entardecer, na escadaria histórica, a última página da edição 2026 dos Cantieri dell'Immaginario. Foi um agosto que cheirou a festa, com a Scalinata di San Bernardino apinhada para o concerto de Ermal Meta, e que deixou a cidade em plena celebração.
Ao todo, L'Aquila registou 31.836 presenças distribuídas em 42 encontros, entre 4 de julho e 6 de agosto. A cidade transformou-se em um palco difuso: apresentações na Scalinata di San Bernardino, sessões no Teatro San Filippo e eventos em Tione degli Abruzzi e Capitignano. Música, teatro, dança, narração, divulgação científica e experimentação artística desenharam um calendário rico, pensado para tocar públicos de todas as idades e reavivar territórios que respiram histórias antigas e promessas novas.
Como curadora e amiga da cidade, confesso: foi um festival que se provou caloroso e sofisticado, como um aperitivo partilhado à italiana. A cada espetáculo, senti o perfume das tradições, o sabor das memórias ressignificadas e a textura do tempo nas paredes que nos receberam — a sensação do Dolce Far Niente misturada com a curiosidade de quem descobre um segredo local.
O prefeito Pierluigi Biondi recordou que a edição de 2026 dos Cantieri dell'Immaginario é «um ponto de chegada de um caminho iniciado em 2017», quando a cultura foi escolhida como instrumento central da regeneração urbana. Em suas palavras, superou-se uma narrativa que reduzia L'Aquila apenas ao trauma do terremoto, devolvendo à comunidade palcos e espaços redescobertos.
Andiamo, então, aos números e aos gestos: 42 encontros, públicos diversos, e uma programação pensada para fortalecer o laço entre cidade e território. A presença de atrações como o concerto de Ermal Meta ajudou a compor um encerramento emocionante, com a escadaria vibrando ao som das canções e dos aplausos, enquanto luzes e vozes compunham uma paisagem sonora que ficará guardada.
Mais do que estatística, os 31.836 presenças dizem respeito a encontros: crianças que descobriram a dança, jovens que se encontraram em oficinas, idosos que voltaram a pisar palcos reabertos, visitantes que atravessaram colinas por curiosidade. A experiência foi, sobretudo, um convite à imersão — navegar pelas tradições locais, provar a gastronomia, escutar histórias antigas e novas, sentir a cidade viva.
Para quem ainda não foi, minha sugestão de amiga: reserve um tempo para caminhar sem pressa, sentir a textura das pedras, ouvir as vozes nos becos e aproveitar o próximo capítulo cultural que, certamente, nascerá dessa energia. Como boa ítalo-brasileira, concluo com uma promessa: a cultura aqui não é espetáculo isolado, é tecido social; e L'Aquila, com os Cantieri dell'Immaginario, prova que a arte pode ser bálsamo e farol.
Erica Santini
Curadora de experiências — Espresso Italia