Europa atualiza a lista de companhias proibidas no espaço europeu; Air Express Algeria entra na relação

UE atualiza a Air Safety List: Air Express Algeria entra na lista; 154 companhias constam da ASL por falhas de segurança e supervisão insuficiente.

Europa atualiza a lista de companhias proibidas no espaço europeu; Air Express Algeria entra na relação

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Europa atualiza a lista de companhias proibidas no espaço europeu; Air Express Algeria entra na relação

Ciao, viajante curioso — aqui é Erica Santini, trazendo um olhar atento e sensorial sobre uma notícia que toca o ar que todos nós respiramos quando voamos. A União Europeia renovou, em mais uma atualização, a sua lista de segurança aérea — a Air Safety List (ASL) — reafirmando a vigilância rigorosa sobre as companhias que operam no espaço europeu.

Desde 9 de junho, a lista inclui 154 empresas, após a 48.ª revisão. Nesta atualização, a novidade foi a inclusão da Air Express Algeria, sinalizada pela Comissão Europeia por «graves preocupações em matéria de segurança», com falhas no cumprimento das normas internacionais, nomeadamente as da Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO).

Segundo o comunicado oficial, a Air Express Algeria passa a integrar um conjunto de 126 companhias, de 16 países, cuja presença na ASL se deve a uma supervisão de segurança insuficiente por parte das respetivas autoridades nacionais.

A lista, que se espalha como um mapa das preocupações, inclui países cujas companhias certificadas estão todas proibidas de operar na Europa: Afeganistão, Arménia, Congo, República Democrática do Congo, Jibuti, Guiné Equatorial, Eritreia, Libéria, Líbia, Nepal, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa, Sudão, Suriname e Tanzânia. Em Angola, todas as companhias estão igualmente proibidas, com duas exceções: a TAAG Angola Airlines e a Heli Malongo.

Além disso, 22 companhias certificadas na Rússia foram colocadas sob proibição; também constam da lista a Air Zimbabwe (Zimbabué), a Avior Airlines (Venezuela), a Iran Aseman Airlines (Irão) e as iraquianas Fly Baghdad e Iraq Airways, todas alvo de deficiências graves de segurança detectadas pelas instâncias europeias.

Há, ainda, situações de restrição parcial: por exemplo, a Iran Air e as companhias da República Popular Democrática da Coreia só podem operar na UE se utilizarem aeronaves específicas aprovadas, uma medida que visa conciliar necessidade operacional com salvaguarda da segurança.

Num gesto de reconhecimento, a Comissão Europeia retirou todas as companhias certificadas no Quirguistão da ASL, celebrando os progressos do país — um caminho de duas décadas no fortalecimento da fiscalização da aviação.

A Air Safety List, recordo com um sorriso de anfitriã, é o instrumento que reúne proibições e restrições operacionais dentro da União Europeia, aplicáveis também a voos a partir ou sobre o território da UE. Existem, porém, caminhos excepcionais: aeronaves alugadas por curto ou médio prazo por países terceiros podem ser autorizadas a entrar no espaço aéreo europeu, desde que cumpram todas as normas de segurança.

O processo de atualização mobiliza o Comité de Segurança Aérea da União, composto por especialistas de todos os Estados-Membros e apoiado pela Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (EASA). Este mecanismo tem duas décadas de existência e nasceu para garantir que o céu europeu continue sendo um lugar seguro para viajar, trabalhar e sonhar.

Andiamo — a segurança aérea é uma tapeçaria de regras, inspeções e cooperação internacional. Quando ouço falar de restrições, lembro-me da textura do tempo nas paredes das antigas cidades italianas: são medidas para preservar o que mais prezamos — a vida e a confiança no ato de voar.