Hospitalfield recebe o Premio Carlo Scarpa per il Giardino 2025-2026: celebração da memória, natureza e invenção
Hospitalfield é eleito Premio Carlo Scarpa per il Giardino 2025-2026; cerimônia em Treviso dia 9 de maio. Memória, natureza e invenção celebradas.
RESUMO ✦
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Hospitalfield recebe o Premio Carlo Scarpa per il Giardino 2025-2026: celebração da memória, natureza e invenção
Ciao, viajante dos sentidos — trago uma notícia que é como um passeio por um jardim antigo, onde cada canto guarda uma história. O Premio Carlo Scarpa per il Giardino 2025-2026 foi atribuído ao Hospitalfield, a histórica residenza artistica escocesa que, desde as suas camadas sucessivas de tempos, aprendeu a traduzir memória em acolhimento e paisagem. Andiamo: vamos saborear esta notícia como um bom vinho.
Fundada formalmente em 1902 e entre as primeiras residências artísticas da Europa, o Hospitalfield é um lugar onde a arte respira no verde, onde a história conversada nas paredes encontra-se com o silêncio dos jardins. O júri do Premio Carlo Scarpa per il Giardino reconheceu neste espaço a capacidade rara de transmitir valores de natureza, memória e invenção, uma tríade que é, para mim, a essência do auténtico “Dolce Far Niente” criativo.
A cerimônia de entrega da 34ª edição do prêmio — concebido e organizado pela Fondazione Benetton Studi Ricerche em homenagem ao grande arquiteto e inventor de jardins Carlo Scarpa (1906-1978) — será realizada no dia 9 de maio, às 17:00, na Chiesa di San Teonisto, em Treviso. Pela manhã, às 9:30, espera-se um encontro de ideias e reflexões em um convegno no Palazzo Bomben, palco para trocar pensamentos sobre paisagem e memória.
O selo assinado por Carlo Scarpa para a tomba Brion, ícone que desde 1990 simboliza o Premio Carlo Scarpa per il Giardino, será entregue a Lucy Byatt, diretora de Hospitalfield desde 2012. É um gesto que liga mãos e tempos: o traço de Scarpa encontra a guarda atual de um lugar que protege histórias.
No encontro em Treviso será também apresentado o livro Topofilia. Luoghi, scritture, incontri del Premio Carlo Scarpa per il Giardino, curado por Patrizia Boschiero, Luigi Latini e Monique Mosser — um convite a navegar por mapas de afeto e conhecimento que o prêmio vem desenhando ao longo de décadas.
Como curadora de experiências e amante do Bel Paese, eu imagino o momento assim: a luz dourada sobre os tijolos de San Teonisto, o perfume húmido da relva escocesa atravessando o Atlântico em memórias, e a alegria discreta de quem vê reconhecida a hospitalidade artística. É um tributo àquilo que chamamos de topofilia, o amor pelos lugares que nos formam.
Para quem sonha com viagens que tocam a alma, o prêmio é um mapa — um lembrete de que os jardins são também narrativas vivas, e que residências como Hospitalfield mantêm aberto o convite para criar, aprender e partilhar. Dolce Far Niente? Sim, mas também Dolce Fare Arte: fazer arte com calma, imersão e um sentido profundo de pertença.
Se você deseja acompanhar a cerimônia e os debates, anote a data: 9 de maio, em Treviso. E, se me permite um conselho à la Erica Santini — leve sempre um caderno pequeno: os jardins falam em detalhes, e as melhores lembranças nascem de anotações simples, escritas com o prazer de quem descobre um segredo local.