Mostras do fim de semana: de Atchugarry e Agnetti a Mike Bongiorno em destaque
Descubra as mostras do fim de semana em Turim: Atchugarry, Agnetti, Lisetta Carmi, Paolo Scheggi e até um tributo a Mike Bongiorno.
RESUMO ✦
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Mostras do fim de semana: de Atchugarry e Agnetti a Mike Bongiorno em destaque
Ciao, viajante das emoções — sou Erica Santini e convido você a passear comigo pelas exposições que florescem nesta semana na cena cultural italiana. Entre memórias em preto e branco e esculturas que desafiam o tempo, a cidade de Turim acende vitrines de história e descoberta. Destaques incluem um foco em Atchugarry, homenagens a Lisetta Carmi, a celebração do centenário de Vincenzo Agnetti e até um curioso tributo a Mike Bongiorno. Andiamo: vamos saborear a arte.
Na GAM Torino, quatro mostras abrem as portas entre 21 de maio e 1º de novembro, propondo diálogos inéditos entre imagens, objetos e a memória coletiva. Lisetta Carmi. Erotismo e autoritarismo a Staglieno, curada por Elena Volpato, marca a entrada de um conjunto de 15 fotografias da artista na coleção da GAM. Essas imagens são colocadas em diálogo com quatro esculturas selecionadas da coleção di statuaria do final do século XIX e início do XX, criando contrapontos sensoriais: o olhar fotográfico que captura a intimidade e a textura do tempo frente ao volume firme da escultura.
Também na Gam, Vincenzo Agnetti. Oggi è un secolo, organizada por Chiara Bertola com Virginia Lupo no âmbito da Quarta Risonanza, celebra o centenário do artista conceitual. A mostra reúne trabalhos experimentais ligados à produção fotográfica desenvolvida por Agnetti entre os anos 1970 e 1980, um território onde a imagem se torna pensamento e a fotografia se transforma em enigma.
Em diálogo com esses projetos, Un altro Novecento. Opere su carta dalle Collezioni Gam, curada por Fabio Cafagna e Elena Volpato, propõe um percurso unitário por mais de 600 obras em papel — desenhos, aquarelas, gravuras e pinturas — que narram o século XX com uma sensibilidade que vai do simbolismo às aproximações modernistas. É uma espécie de biblioteca visual onde cada folha guarda a textura do tempo: versos visuais que pedem ser lidos com calma.
Além da riqueza da programação da GAM, a cena expositiva da semana traz um foco no escultor Atchugarry — um convite a se perder nas curvas do mármore e no silêncio eloquente das formas — e homenagens distribuídas entre nomes imprescindíveis como Lisetta Carmi, Vincenzo Agnetti e Paolo Scheggi, cada qual com seu legado, cada qual com seu perfume de história. E porque a arte também é pop e afetuosa, surge um tributo a Mike Bongiorno, lembrando como figuras do entretenimento entram no imaginário coletivo e viram peça de museu.
Se você planeja um fim de semana cultural, permita-se navegar por essas propostas: senta-se num banco de museu, observe a luz dourada que atravessa as salas, sinta o perfume dos papéis antigos e deixe que a textura das esculturas conte pedaços de histórias. É um convite ao Dolce Far Niente cultural — descobrir, com calma e curiosidade, os