As mostras imperdíveis do fim de semana: de Guttuso a Ligabue, passando por Scipione e Zavattini
Guia sensorial das mostras do fim de semana na Itália: Guttuso, Ligabue, Scipione, Zavattini e a redescoberta do Chianti. Dicas e datas.
RESUMO ✦
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As mostras imperdíveis do fim de semana: de Guttuso a Ligabue, passando por Scipione e Zavattini
Ciao, viajante das artes — sou Erica Santini, sua guia de sensações pelo Bel Paese. Nesta semana, convido você a saborear a história em salões e capelas, onde a luz toca as telas e revela segredos guardados entre camadas de tinta. Entre exposições que vão do Trecento florentino ao vigoroso século XX, aqui estão as mostras que merecem um aperitivo cultural no seu itinerário.
Ritorno nel Chianti. Dipinti del XIV e XV secolo abre em Castellina in Chianti no dia 31 de julho e fica até 10 de janeiro de 2027 no Museo Archeologico del Chianti. É uma daquelas descobertas que dão vontade de passear devagar, sentir o perfume dos ciprestes e imaginar as mãos que pintaram Madonnas e afrescos. A exposição reúne obras de origem fiorentina e chiantigiana longamente esquecidas nos depósitos. Entre as peças destacam-se a Madonna col Bambino e i santi Biagio, Caterina d'Alessandria, Agnese e Agostino de Bicci di Lorenzo, a Madonna col Bambino e i santi Giorgio e Francesco de Cosimo Rosselli e a Crocifissione coi Dolenti e San Francesco de Niccolò di Pietro Gerini. Andiamo: cada pintura é uma janela para as devoções e cores de um tempo em que a fé e a arte caminhavam lado a lado.
Nas alturas de Cortina, a luz assume outro timbre — mais clara, cortante, quase musical. Em Cortina d'Ampezzo, a galeria Farsettiarte presta homenagem a um dos nomes mais intensos do século XX com a mostra Renato Guttuso: opere dal 1937 al 1980, que vai de 1º de agosto a 13 de setembro. A seleção atravessa os anos cruciais da formação do artista e o período do pós-guerra, quando Guttuso se afirma como voz do Fronte nuovo delle Arti. São pinturas que parecem respirar — vigorosas, políticas e profundamente humanas — perfeitas para quem busca a emoção crua da pintura italiana do século passado.
Além dessas duas paradas, a cena italiana do fim de semana pulsa com retrospectivas e coletivas dedicadas a Ligabue, Scipione e Cesare Zavattini. Cada nome traz uma paisagem distinta: a dramatização expressionista de Ligabue, o cromatismo metafísico de Scipione e o olhar interdisciplinar de Zavattini, que transita entre cinema e artes plásticas. São convites para explorar diferentes modos de ver e sentir — desde a matéria espessa da tinta até a doçura do detalhe cotidiano.
Se você planeja uma rota cultural, recomendo começar cedo, deixar espaço para um café (um espresso bem tirado) e permitir o Dolce Far Niente entre uma sala e outra. As exposições oferecem não apenas obras, mas narrativas — mapas sensoriais para navegar pela tradição e pela modernidade italiana. E como sempre digo: permita-se perder um pouco, olhar os vernizes, ouvir o silêncio das galerias e acolher a surpresa. Buon viaggio nella cultura.
Informações práticas: confirme datas e horários nos sites oficiais dos museus e galerias antes de ir. Algumas mostras exigem reserva.