Como a música country virou motor global do turismo: de Nashville ao mundo

Como a música country impulsiona o turismo mundial: de Nashville e seus ícones aos festivais e ao novo SongTeller Hotel de Dolly Parton.

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Como a música country virou motor global do turismo: de Nashville ao mundo

Ciao, viajante. Sinta o vento da estrada e o brilho das luzes de néon: a música country já não é só um som do Sul dos Estados Unidos — é um convite a viajar, a saborear histórias e a viver experiências. Nos últimos anos, milhões de turistas têm cruzado continentes para seguir concertos, festivais e rotas históricas que transformaram cidades e vilarejos em verdadeiros santuários musicais.

Na alma desta onda sonora está Nashville, com a sua famosa Honky Tonk Highway na Lower Broadway, onde a vida noturna pulsa entre atuações ao vivo e fachadas iluminadas. Aqui, cada bar é uma promessa de descoberta; cada acorde, uma memória que se fixa no paladar. Não é à toa que a cidade carrega o apelido de "Music City": locais como o Grand Ole Opry e o histórico Ryman Auditorium são paragens obrigatórias para quem quer entender a raiz do género.

Festivais de grande porte ampliaram esse magnetismo. O CMA Fest, encontro anual de quatro dias em Nashville, reúne fãs do mundo inteiro. Já o C2C: Country to Country levou a festa para cidades europeias como Londres, Glasgow e Berlim, mostrando que a paixão pelo country atravessou o Atlântico e se instalou também nas vielas da Europa contemporânea.

Essa difusão ganhou ainda mais força quando a música country se aproximou da cultura pop. Um exemplo emblemático é Taylor Swift, descoberta no Bluebird Cafe de Nashville, cuja trajetória a transformou num fenómeno global — capaz de desencadear até uma "Swiftonomics" no mundo das finanças e do entretenimento. A sua digressão Eras, recordista e reconhecida pelo Guinness, fez 149 concertos em 51 estádios, percorrendo 19 países em cinco continentes, entre março de 2023 e dezembro de 2024. Com mais de 10 milhões de bilhetes vendidos e receitas próximas de 2,07 mil milhões de dólares, a turnê consolidou o poder do espetáculo musical como força económica e turística.

Para quem busca o fio histórico do género, o Country Music Hall of Fame and Museum e museus menores como o Legends of Country Music Museum oferecem um abraço ao passado: figurinos, gravações, memórias que se ouvem como texturas. E, claro, a cidade precisa de espaços onde os viajantes se sintam parte desta narrativa.

É nesse cenário que, no verão de 2026, chega ao centro de Nashville o SongTeller Hotel de Dolly Parton, uma homenagem sensorial à sua carreira e à herança sulista. Com abertura prevista para meados de junho, o hotel promete quartos temáticos — das Acoustic Suites às Six Sisters Suite —, palcos íntimos como o Parton's Live e o Jolene's, e uma proposta gastronômica que celebra o sabor do sul dos EUA. O espaço inclui ainda o museu "Dolly's Life of Many Colors", onde figurinos icónicos e peças raras narram uma vida em canção.

Mais que um roteiro turístico, o que vemos é uma tendência: a música country deixou de ser um produto regional para tornar-se experiência imersiva global, capaz de inspirar viagens que combinam cultura, gastronomia e memória. Andiamo — venha sentir a textura do tempo nas paredes de Nashville, ouvir histórias em cada acorde e deixar-se levar pelo Dolce Far Niente das noites ao som de guitarra. Para os curiosos e os apaixonados, o país dos acordes tem portas abertas e trilhas sonoras para todos os gostos.

Se procura inspiração para a sua próxima viagem, pense em seguir a música. Ela sabe contar caminhos e acordar sentidos.