Guerri promete relançar o Parco di Pinocchio em Collodi: “Não será um luna park”

Giordano Bruno Guerri relança o Parco di Pinocchio em Collodi com Collodi Edutainment; foco cultural, não um luna park, e meta: dobrar visitantes até 2028.

Guerri promete relançar o Parco di Pinocchio em Collodi: “Não será um luna park”

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Guerri promete relançar o Parco di Pinocchio em Collodi: “Não será um luna park”

Por Erica Santini – Ciao, viajante sensorial. Na luz dourada de Collodi, entre o perfume das flores e a textura do tempo nas paredes, nasce uma nova estação para quem ama histórias e memórias: o Parco di Pinocchio reabre sob uma nova direção, com ambição e cuidado. Em uma passagem de testemunho que mexe com o coração dos locais e dos leitores do Bel Paese, a gestão saiu da Fondazione Nazionale Carlo Collodi e passou para a sociedade Collodi Edutainment, ligada à Fabrizio Bertola Holding. Andiamo.

Na sua primeira declaração como presidente da Fundação, Giordano Bruno Guerri falou com a doçura firme de quem já reescreveu destinos culturais. "Aqui a minha intenção é repetir a experiência que tivemos no Vittoriale", disse ele, lembrando que, quando assumiu, aquele espaço perdia 10 mil visitantes por ano e fechava progressivamente áreas. Hoje, acrescentou Guerri, o Vittoriale é a casa-museu mais visitada do mundo, com mais de 300.000 visitantes anuais e contas equilibradas. «Quero trazer essa energia para Collodi».

O plano é ambicioso e, ao mesmo tempo, sensível: duplicar o número de visitantes do parque — que atualmente recebe cerca de 65.000 pessoas por ano — até 2028. Mas atenção ao tom: "rilancerò il Parco di Pinocchio ma non sarà un luna-park" — ou seja, o relançamento terá alma, cultura e educação, não será apenas um parque de diversões.

A nova gestora, a Collodi Edutainment, não cuidará apenas do Parco di Pinocchio. Em seu guarda-chuva também estão o histórico Giardino Garzoni e a delicada Casa delle Farfalle. Para estabilizar financeiramente a operação, a sociedade antecipou dez anos de aluguel, uma medida prática que busca curar as dificuldades econômicas que vinham comprometendo a gestão do parque. É uma aposta que lembra o gesto de quem planta uma oliveira para colher sombra nos anos seguintes: visão de longo prazo.

A Fundação, por sua vez, concentrará suas forças nas atividades culturais e na memória viva do escritor Carlo Lorenzini, o nosso querido Collodi. Entre os projetos já anunciados, destacam-se os eventos ligados ao bicentenário do nascimento do autor — celebrações que prometem fazer os visitantes saborear a história, caminhar pelas páginas e ouvir o sussurro das narrativas onde cada árvore parece contar um capítulo.

Como curadora que vive o eccellenza da hospitalidade, vejo neste movimento uma oportunidade de preservar o encanto e, ao mesmo tempo, renovar. Não se trata apenas de números — embora os objetivos sejam claros —, mas de preservar um território narrativo: o parque é um lugar de encontro entre infância e memória, entre o fantástico e a realidade. Guerri coloca a meticulosidade de um restaurador de afetos à frente de um projeto que quer educar, emocionar e acolher. Dolce Far Niente? Talvez em algumas tardes de primavera, quando a brisa de Collodi traz o cheiro dos vinhedos e o riso das crianças que descobrem Pinóquio pela primeira vez.

Andiamo com cuidado e paixão: o Parco di Pinocchio inicia uma nova temporada com promessas de renovação, responsabilidade cultural e um compromisso claro com a autenticidade. Quem ama a Itália — e as histórias que ela guarda — pode esperar surpresas sensíveis, bem guiadas e profundamente italianas.