A força da fragilidade: o novo percurso poético de Raffaele Curi em Roma
Raffaele Curi em Roma: 'Solo le cose fragili resistono in eterno' celebra a fragilidade como força. Exposição nos espaços Rhinoceros até outubro.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
A força da fragilidade: o novo percurso poético de Raffaele Curi em Roma
ROMA, 30 de julho de 2026 — Ciao, amici. Em tempos dominados pela pressa, pelo espetáculo e pela busca incessante por performance, o artista Raffaele Curi nos convida a uma pausa sensorial. Sua nova instalação "Solo le cose fragili resistono in eterno", em exibição até outubro nos espaços Rhinoceros da Fondazione Alda Fendi-Esperimenti, propõe um itinerário que celebra a vulnerabilidade como verdadeira forma de força.
Como uma amiga que sussurra segredos durante um aperitivo, Curi nos conduz por um caminho onde a delicadeza não é fraqueza, mas intimidade com o mundo. A obra surge como continuidade natural de "Preghiera per andare in Paradiso con gli asinelli", apresentada no ano passado em homenagem ao poeta francês Francis Jammes. Se então o asinello evocava bondade, simplicidade e inocência, agora o foco se volta para a leveza, a sutileza e a vulnerabilidade — qualidades que devolvem profundidade à experiência humana.
No centro do projeto pulsa a convicção de que a fragilidade pertence não aos incapazes, mas às pessoas mais sensíveis, àquelas que acolhem a vida com atenção e cuidado. Andiamo: percorrer essa instalação é como tocar a textura do tempo nas paredes, sentir o perfume das memórias e ouvir o silêncio que dá espaço ao respirar. É um convite ao Dolce Far Niente intelectual, uma licença poética para redescobrir o que já sabemos mas esquecemos de praticar.
A cenografia de Curi transforma o espaço em um diálogo intimista entre objetos e espectadores. Materiais aparentemente frágeis ganham presença monumental através da conexão que estabelecem com o público: vasos finos, tecidos translúcidos, pequenos gestos que reverberam como notas musicais na sala. A instalação não anuncia respostas; oferece sensações — e é nessa suspensão que reside sua força.
Visitar Rhinoceros é permitir-se navegar pelas tradições e pelos pequenos segredos locais, como quem descobre uma trattoria escondida onde o molho tem história. A experiência convida à reflexão sobre o ritmo contemporâneo e propõe um reencontro com valores frequentemente abafados pelo ruído do presente: atenção, cuidado, afeto e contemplação.
Se você ama arte que toca os sentidos, se aprecia narrativas que falam de interioridade e de ternura, recomendo reservar um momento para esta viagem. Traga os olhos prontos para perceber nuances, o coração aberto para a surpresa e a curiosidade de quem quer saborear a história. E, como sempre digo, venha com vontade de ficar: é na permanência que os detalhes se revelam.
Para informações práticas, a mostra fica aberta até outubro em Roma nos espaços da Fondazione Alda Fendi-Esperimenti. Uma experiência para quem busca, no silêncio e na leveza, a verdadeira grandeza da fragilidade.
— Erica Santini, Espresso Italia