Reabre o Museu de Anticoli Corrado com exposição dedicada ao retrato entre os séculos XIX e XX

Museu de Anticoli Corrado reabre com mostra sobre retratos do século XIX e XX, incluindo obras inéditas de Stückelberg e juvenis de Ferrazzi.

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Reabre o Museu de Anticoli Corrado com exposição dedicada ao retrato entre os séculos XIX e XX

Ciao, viajante dos sentidos — sou Erica Santini, e trago um segredo da Itália que pulsa entre pincéis e janelas de pedra. Reabre, em maio de 2026, o Museo Civico d'Arte Moderna e Contemporanea de Anticoli Corrado, após mais de um ano de obras silenciosas. O sopro novo nas salas do museu chega com a mostra "Anticoli Corrado tra '800 e '900. Ritratti e figure", uma curadoria que conjuga memória, imagem e o eterno fascínio do retrato.

A exposição, organizada pelo antigo diretor Manuel Carrera em parceria com a diretora atual Agnese Sferrazza, volta a contar uma história que sempre foi o coração artístico da vila: a prática do retrato. Desde meados do século XIX, pintores italianos e estrangeiros encontraram em Anticoli Corrado — essa joia na garganta da valle dell'Aniene — modelos que inspiraram quadros cheios de luz, expressão e intimidade. Não por acaso o borgo ganhou o apelido de "paese delle modelle", graças à singela e marcante beleza de suas habitantes.

Na mostra, uma seleção cuidadosa une obras da coleção permanente e préstimos de coleções privadas. Entre as preciosidades reveladas ao público está o Ritratto di anticolana, pintado em 1858 pelo suíço Ernst Stückelberg, generosamente doado pelos herdeiros do artista para este recomeço. Ao lado dele, surge um pequeno e inédito conjunto de pinturas juvenis de Ferruccio Ferrazzi, o romano originário da valle dell'Aniene que jamais se vinculou definitivamente ao lugar, mas cuja arte guarda a matéria primeira da sua terra natal.

Passear por estas salas é saborear a história: o gesto do pintor que modela uma face, a textura do tempo nas paredes, o perfume das memórias que flutuam entre telas. As obras convocam olhares diversos — do íntimo ao público — e renovam a relação entre a vila e aqueles que, por décadas, a transformaram em ateliê a céu aberto. Andiamo: a exposição não é apenas um corte cronológico, é um convite sensorial a reconhecer rostos, histórias e técnicas que narram mudanças sociais e estéticas entre o '800 e o '900.

Para quem ama viajar com os olhos, a leitura deste acervo é uma experiência de hospitalidade sofisticada: as pinturas funcionam como anfitriãs, oferecendo retratos que sussurram segredos locais, memórias de manhãs lavadas pela luz da Aniene e tardes dedicadas ao Dolce Far Niente. É também uma oportunidade para redescobrir Anticoli Corrado, caminhar por suas ruelas e sentir a textura do tempo — porque, por vezes, a verdadeira viagem está em desvendar um rosto.

A reabertura do museu simboliza um recomeço cultural para o borgo, um lugar onde a tradição do retrato continua a ensinar-nos a ver. Se você procura um destino que combine beleza serena, história e arte que fala ao coração, reserve um instante para Anticoli Corrado. Prometo: você voltará levando na pele a luz dourada de um quadro e na memória o perfume das histórias pintadas.