O surrealismo de Schiaparelli invade o Victoria & Albert Museum: uma ode à audácia e ao sonho

Exposição Schiaparelli no Victoria & Albert Museum explora o surrealismo da maison, com 400 objetos e ícones como o Skeleton Dress (1938).

O surrealismo de Schiaparelli invade o Victoria & Albert Museum: uma ode à audácia e ao sonho

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O surrealismo de Schiaparelli invade o Victoria & Albert Museum: uma ode à audácia e ao sonho

Ciao, viajante dos sentidos — trago-vos uma notícia que é como um vestido que fala: o Schiaparelli espalha seu universo onírico no coração de Londres. O Victoria & Albert Museum inaugurou, em 28 de março de 2026, a primeira mostra no Reino Unido inteiramente dedicada à maison, atravessando um arco temporal que vai dos anos Vinte até os dias de hoje.

Com curadoria que celebra tanto as raízes inovadoras quanto as recriações contemporâneas, a exposição reconstrói a história e o impacto de uma das estilistas mais visionárias do século XX. Sob a direção criativa de Daniel Roseberry, a maison recupera o diálogo entre escultura, teatro e moda: silhuetas que parecem esculpidas, referências ao faroeste americano e um gosto pelo inesperado — o próprio surrealismo encarnado em tecido e adorno.

Andiamo: o acervo apresentado conta com mais de 400 objetos — entre eles, cerca de 100 ensembles e 50 obras — acompanhados por acessórios, joias, pinturas, fotografias, esculturas, peças de mobiliário, fragrâncias e preciosos materiais de arquivo. Peças icônicas ganham vida diante dos olhos: o único exemplar existente do Skeleton Dress de 1938 (parte da coleção permanente do V&A) divide espaço com o enigmático Tears Dress do mesmo ano e com o célebre chapéu em forma de sapato invertido, memórias físicas de uma época em que a moda conversava abertamente com a arte.

Do passado ao presente, a mostra também destaca criações recentes da maison — entre elas, o conjunto composto por gilet branco e calças cargo usado pela modelo Maggie Maurer, complementado por um robô-boneca revestido de cristais, que sintetiza a tensão entre o utilitário e o fantástico, tão cara à estética da marca.

Ao percorrer as salas, sente-se o perfume da história e a textura do tempo nas paredes. Há algo de teatral no modo como os vestidos flutuam sob a luz do museu: é como ouvir um sussurro dali dos anos 30 que chega renovado pela mão contemporânea de Roseberry. O surrealismo de Schiaparelli não é apenas um estilo; é uma atitude — um convite ao Dolce Far Niente da imaginação, onde o cotidiano se torna objeto poético.

Para quem ama moda com alma, para quem busca os hidden gems da cultura europeia, esta exposição é um mergulho sensorial. Andiamo a Londres, mesmo que por pensamento: saborear a história de Schiaparelli no V&A é como virar a página de um elegante romance, com brilho de cristais e o riso discreto de quem inventou novas maneiras de sonhar em tecido.

(Baseado em reportagem de Patrizia Vacalebri para ANSA; reescrito e assinado por Erica Santini, Espresso Italia)