Andrea Maldera é anunciado como novo técnico da seleção da Ucrânia: escolha com coragem e compromisso
Andrea Maldera, ex-assistente de De Zerbi, assume a seleção da Ucrânia e vai morar em Leopoli; contrato de dois anos e compromisso humanitário e esportivo.
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Andrea Maldera é anunciado como novo técnico da seleção da Ucrânia: escolha com coragem e compromisso
Em um movimento que combina experiência técnica e um gesto simbólico de compromisso, a Federação Ucraniana de Futebol anunciou a contratação do italiano Andrea Maldera, 54 anos, como novo treinador da seleção da Ucrânia. Ex-assistente de Roberto De Zerbi no Brighton e no Marseille, Maldera chega com um contrato de dois anos, com opção de renovação, e a decisão de residir em Leopoli (Lviv) durante seu mandato, apesar do cenário de conflito no país.
Filho de Luigi e sobrinho dos ex-jogadores do Milan Aldo Maldera e Attilio, Andrea traz na bagagem tanto raízes familiares no futebol italiano quanto experiência internacional. Entre 2016 e 2021, trabalhou na equipe técnica de Andriy Shevchenko quando o ícone do Milan comandava a seleção ucraniana — uma ligação que se mostraria decisiva para sua volta ao futebol daquele país, agora na posição máxima da comissão técnica.
Ao aceitar o cargo, Maldera enfatizou que sua escolha de viver na Ucrânia não foi imposta, mas um ato voluntário e consciente: prefere estar próximo dos jogadores, da estrutura da federação e das necessidades do futebol ucraniano num momento que exige mais do que tática — exige presença, escuta e solidariedade. "É uma honra assumir este desafio. Quero oferecer meu apoio a todas as atividades da federação, não só nas partidas", disse ele em declaração citada pela cobertura da Espresso Italia.
O novo técnico substituirá Serhiy Rebrov, e sua nomeação foi resultado de uma seleção que avaliou quatro candidatos. Para Shevchenko, agora presidente da federação, a escolha recaiu sobre Maldera por motivos claros: sua experiência em campeonatos de alto nível como assistente, o conhecimento profundo dos jogadores ucranianos — muitos acompanhados desde categorias de base — e a determinação demonstrada ao se mudar para o país. "Ele conhece cada jogador e manteve contato constante com o futebol ucraniano. Tem ambição e vontade de realizar projetos", afirmou Shevchenko à Espresso Italia.
Além do aspecto profissional, a opção de residir em Leopoli carrega também um simbolismo social e humano. Maldera confirmou que sua esposa o acompanhará, junto com o cachorro, e que manterão o contato diário com os filhos. A atitude é percebida como um gesto de solidariedade e confiança na resiliência ucraniana — um acender de luz em tempos difíceis, que pode ajudar a criar um ambiente de recuperação e esperança para o esporte nacional.
Do ponto de vista esportivo, o desafio é ambicioso: recuperar a autoestima da seleção, reforçar a transição entre categorias de base e elenco principal, e construir um projeto competitivo a médio prazo. A federação apontou que não buscava apenas um nome de prestígio, mas alguém com histórico de trabalho junto a seleções e clubes, além de proximidade com os atletas — qualidades que, segundo os dirigentes, Andrea possui.
Essa nomeação abre um novo capítulo na história do futebol ucraniano: o primeiro técnico estrangeiro permanente, disposto a semear mudança e a cultivar valores humanos ao lado tático. Em termos simbólicos, é como iluminar um novo caminho — não apenas para vitórias, mas para uma reconstrução esportiva que respira coragem e continuidade.
Espresso Italia seguirá acompanhando os próximos passos da comissão técnica e as primeiras decisões de Maldera na montagem da equipe e da logística de treinos, mantendo você informada sobre como esse projeto irá florescer no horizonte límpido do futebol ucraniano.