Dzeko: “Queremos o Mundial” — capitão da Bósnia promete fazer a Itália sofrer

Edin Dzeko afirma que a Bósnia quer o Mundial e promete fazer a Itália sofrer; capitão fala sobre a polêmica de Dimarco e o orgulho nacional.

Dzeko: “Queremos o Mundial” — capitão da Bósnia promete fazer a Itália sofrer

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Dzeko: “Queremos o Mundial” — capitão da Bósnia promete fazer a Itália sofrer

Por Aurora Bellini, Espresso Italia

Com um olhar que atravessa o vidro até o rio Miljacka, o capitão Edin Dzeko acendeu um farol de ambição e pragmatismo na véspera do duelo decisivo entre Bósnia e Itália. Aos 40 anos, ex-artilheiro de Roma, Inter e Fiorentina e hoje no Schalke, Dzeko reafirmou que a seleção, 66ª no ranking da FIFA, acredita firmemente em um bilhete para o Mundial.

Queremos o Mundial. Em um jogo único tudo pode acontecer”, disse o capitão, lembrando que números no ranking são apenas isso — números — e que a diferença será feita por quem realmente acredita. Com 147 convocações e 73 gols pela seleção, Dzeko carrega não só estatísticas, mas a responsabilidade de um líder que quer semear esperança e colheita de resultados.

Sobre a polêmica celebração dos italianos em Bergamo, quando souberam que enfrentariam a Bósnia, Dzeko foi direto: “Se se alegraram assim, é porque sentem algum receio. Se têm medo de jogar no País de Gales, algo não vai bem — e talvez também tenham medo de nós. Vamos fazer com que sofram.” A mensagem, destinada às câmeras e às redes sociais, veio temperada por compreensão: “Falei com Dimarco, não há problema. Antes e depois da partida somos amigos; nesses 90 minutos será uma guerra.”

A conferência ocorreu na sede da federação bósnia, nos arredores de Sarajevo, em uma paisagem marcada por blocos de arquitetura brutalista. Dzeko evocou não apenas a rivalidade esportiva, mas laços históricos: reconheceu a gratidão dos bósnios à Itália pelo apoio após as tragédias dos anos 1990 e citou a memória do amistoso de 1996 como marco de respeito mútuo. “Durante o hino nos levantaremos e aplaudiremos”, disse, num gesto que ilumina a complexa mistura entre diplomacia e competição.

Pragmático, o capitão também comentou sobre o campo e as condições: “O gramado é ruim? Eles estão acostumados. Nós já jogamos no País de Gales e vencemos.” Dzeko insistiu que o segredo do acesso ao Mundial é simples: foco total em vencer. “Sentir o peso? Não, sinto orgulho. Vou fazer de tudo para levar a Bósnia ao torneio.”

Voltando o olhar ao panorama do futebol italiano, Dzeko não poupou observações: apontou que falta intensidade e outros elementos no modelo atual do futebol da Itália — um diagnóstico que, lançado com serenidade, convida à reflexão e à evolução do jogo.

Na voz de um capitão que sabe iluminar caminhos difíceis, a Bósnia entra em campo com fé, memória e determinação. É a promessa de um confronto onde história, honra e ambição se encontram — e onde, sob as luzes do estádio, ambos os países semearão o que esperam colher.

Espresso Italia acompanha a chegada da seleção bósnia e o clima pré-jogo em Sarajevo, trazendo perspectivas humanas e culturais que atravessam o simples resultado esportivo.