Malagò reúne líderes da Serie A e mantém suspense sobre candidatura à presidência da FIGC
Malagò se reúne com a Serie A, mantém suspense sobre candidatura à presidência da FIGC e cita 6-7 nomes para novo treinador da seleção.
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Malagò reúne líderes da Serie A e mantém suspense sobre candidatura à presidência da FIGC
Por Aurora Bellini — Em um encontro de duas horas no quarto andar da sede da Lega Serie A, Giovanni Malagò voltou a iluminar o debate sobre o futuro do futebol italiano, sem ainda assumir formalmente a corrida pela presidência da FIGC. A reunião — convocada após o reconhecimento de apoio de 19 clubes sobre 20 à sua figura — foi descrita como um momento de diálogo sereno e de escuta mútua.
Apresentado por Ezio Simonelli, Malagò conversou com presidentes e dirigentes da liga sobre prioridades e expectativas. Simonelli destacou, com leve ironia sustentável, que o consenso entre as equipes havia subido de “19 para 19 e três quartos”, fazendo menção ao único executivo que até agora não lhe ofereceu apoio, Claudio Lotito. É um sinal de que, mesmo num cenário de apoios expressivos, o caminho exige negociação e paciência.
Malagò explicou que acha “deveroso” começar pelas vozes que impulsionaram sua nomeação e compartilhou a agenda de contatos que pretende cumprir: encontro com o presidente da Série B, reunião com a Lega Pro, audiências com a Associação de Jogadores (AIC) e com os treinadores. Segundo o próprio, recebeu um documento com pontos considerados essenciais pela Serie A, mas o programa detalhado ainda deverá ser construído em convergência com as demais componentes do futebol italiano.
Em tom ponderado, o ex-presidente do CONI e ex-preso da Fundação Milano Cortina afirmou que a decisão sobre depositar oficialmente a candidatura não será tomada de forma imediata. "Não tenho certezas em tal sentido", disse, acrescentando que a escolha não decorre de preocupações sobre o resultado eleitoral previsto para 22 de junho, mas sim de uma vontade de consolidar um projeto que represente todos.
O núcleo da sua reflexão está voltado para como melhorar a parte esportiva do sistema. Malagò advertiu contra um modelo de governança baseado em inúmeros compromissos que diluam capacidade de decisão: "Se muda o presidente é porque a Itália foi eliminada das qualificações ao mundial; caso contrário não estaríamos aqui". Com a franqueza de quem já organizou grandes eventos, ele ressaltou sua experiência em montar estruturas para alcançar resultados esportivos e enfatizou a necessidade de avançar com o consenso das diferentes forças sem desperdiçar energias num jogo de equilibrismos.
Sobre a seleção técnica, revelou que lhe foram sugeridos "6-7 nomes" para o novo treinador — informação que acende expectativas e exige discrição até que os passos seguintes sejam alinhados com todas as partes interessadas.
Nas palavras de Aurora Bellini, esta etapa é parte de um movimento mais amplo: semear confiança, tecer laços entre clubes e instituições, e cultivar um horizonte límpido para o futebol italiano. Malagò parece disposto a iluminar novos caminhos, mas prefere cuidar do projeto com a calma de quem constrói um legado sustentável. Antes de firmar qualquer compromisso público, seguirá ouvindo — inclusive Agnelli e Abete, entre outros — para compor um compêndio de propostas que possa ser apresentado com clareza.
Ao concluir a reunião, deixou no ar a imagem de uma liderança em gestação: firme nas convicções, atenta às complexidades e pronta a dialogar. A decisão sobre a candidatura ficará condicionada às próximas conversas; o que se divulga agora é a vontade de colocar o esporte no centro das decisões, com métodos que preservem a eficácia e a integridade do sistema.