Coni arquiva investigação sobre Malagò, mas coloca a Figc sob nova análise
Coni arquiva caso contra Malagò, mas exige verificação sobre a conduta da Figc nas eleições. Malagò diz estar sereno diante das apurações.
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Coni arquiva investigação sobre Malagò, mas coloca a Figc sob nova análise
O desfecho imediato do caso ligado ao não registro prévio de Giovanni Malagò antes da eleição à presidência da Figc ficará a cargo do Coni. O procurador-geral do esporte, Ugo Taucer, decidiu pelo arquivamento do inquérito sobre Malagò, mas requereu ao Comitê Olímpico que verifique se, na condução das recentes eleições de 22 de junho, a Federcalcio observou ou não os princípios fundamentais dos estatutos federais.
O caso teve início a partir do recurso apresentado por Renato Miele, que não foi admitido pela Federcalcio para concorrer ao cargo de número um em Via Allegri. A contestação apontava que o então candidato não teria realizado o tesseramento na Figc, condição exigida para a elegibilidade. A procura federal, chefiada por Giuseppe Chiné, havia arquivado o processo ainda no primeiro momento; posteriormente, a procuradoria-geral do esporte manifestou dúvidas e pediu esclarecimentos adicionais.
Chiné forneceu os esclarecimentos requisitados, e a consequência foi o arquivamento formalizado hoje por Ugo Taucer. Contudo, o arquivamento vem acompanhado de um pedido explícito: que o Coni, por meio de seu secretário-geral Carlo Mornati, avalie se houve ou não desvios ou omissões por parte da federação no processo eleitoral.
Em outras palavras, se a batalha jurídica esportiva parece por ora encerrada, a disputa política e administrativa permanece acesa — como uma clareira onde a luz ainda busca revelar caminhos. A Giunta Nazionale do Coni se reúne amanhã, embora o item relativo à Figc não conste oficialmente na pauta.
Do seu lado, Giovanni Malagò mantém postura tranquila e pública: "Não tenho medo de decadência da presidência da Federcalcio", afirmou, acrescentando que se sente "absolutamente sereno" e acostumado a forças que tentam alterar dinâmicas de consenso. Segundo ele, já houve tentativas anteriores de impor um comissariamento e outras barreiras — citando, em tom crítico, o fenômeno do "pantouflage" — e agora surge mais este capítulo. "Há uma lógica precisa por trás de tudo isso", declarou.
Ao mesmo tempo, outro ponto permanece em destaque: a situação de Diana Bianchedi, nomeada chefe de delegação da seleção de futebol. O Coni solicitou um parecer à ANAC, que ainda não foi emitido. Sobre esse assunto, Malagò também se mostrou calmo, pontuando que existem muitas representações e pessoas com papéis significativos na organização do sistema esportivo — e que seria surpreendente se a nomeação não pudesse ser concretizada.
Fica, portanto, uma paisagem institucional em que as luzes e sombras se alternam: o arquivamento conduz a uma nova verificação, e a cena pública aguarda clarificações administrativas. É um momento de transição, onde é preciso semear confiança e testar estruturas para que o futuro da Figc e do esporte italiano siga por um horizonte límpido, com regras claras e respeito aos estatutos.

