Paradise de Jamie Jones fecha a temporada do Cocoricò em Riccione

Paradise de Jamie Jones chega ao Cocoricò em Riccione para a noite de encerramento: 10 horas de house e techno com line-up internacional.

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Paradise de Jamie Jones fecha a temporada do Cocoricò em Riccione

Cada temporada tem seu ato final — e, neste ano, o encerramento do calendário do Cocoricò em Riccione vira espelho do que a cena eletrônica contemporânea vem propondo. No sábado, 19 de setembro, o histórico clube romagnolo receberá pela primeira vez a série de festas Paradise, concebida e curada pelo dj e produtor galês Jamie Jones, como evento de fechamento da estação musical.

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O encontro acontece entre os dois palcos mais emblemáticos do clube: a Piramide e o Titilla Jäger Garden, prometendo dez horas de música ininterrupta. Nas pistas, um repertório que circula entre house e techno, mostrando por que o Cocoricò permanece referência da música eletrônica não só na Itália, mas no circuito internacional.

Fundada em 2013 no icónico DC-10 de Ibiza, a marca Paradise construiu ao longo dos anos um percurso sólido — passando por espaços como o Amnesia e, mais recentemente, o [UNVRS] — até se afirmar como presença regular nos melhores clubes e festivais do mundo. Trazer Paradise a Riccione é, portanto, um desembarque esperado: é a chegada de um dos selos mais influentes da cena house global ao coração da Romagna.

No line-up, o próprio idealizador estará à frente das pickups: Jamie Jones. Ao seu lado, nomes que traduzem a mistura de origens e tendências que hoje moldam a cena: a dj e produtora turco-italiana Carlita (nascida em Istambul); o londrino Max Dean, figura emergente da nova house britânica e fundador da label Nexup; e uma seleção que inclui Joe Rolét, Saraga, o irlandês Krystal Klear e a compatriota Saoirse, criadora do festival Body Movements. Complementam a programação o dj-producer italiano Leon e HoneyLuv, de Cleveland, fundadora da label 4 Tha Luv.

Mais do que uma escala de nomes, a noite funciona como um microcosmo da circulação cultural contemporânea: marcas e artistas que nasceram em clubes específicos — um roteiro que começou em Ibiza — agora ocupam palcos na Romagna, traduzindo influências, movimentos e memórias em sets que são, ao mesmo tempo, festa e documento. Em termos semióticos, o Cocoricò recebe o Paradise como quem acolhe um roteiro oculto da sociedade: a migração de sons, estéticas e públicos que redesenha padrões de consumo cultural.

Para o público, a promessa é de intensidade: dez horas de música não stop, mudanças de ritmo e texturas entre os dois palcos que permitirão trajetórias sonoras variadas — do groove sedutor da house às excursões mais profundas do techno. Para o clube, é a confirmação do seu papel como palco de referência e de experimentação, reafirmando sua posição na geografia europeia dos circuitos eletrônicos.

Como analista cultural, observo que eventos deste porte funcionam como lentes sobre o zeitgeist: eles nos mostram como escutamos, com quem nos alinhamos e quais narrativas estéticas atravessam fronteiras. A chegada do Paradise ao Cocoricò é, portanto, também um convite à reflexão — além, claro, de ser uma noite para ser vivida intensamente nas pistas.

Informações práticas: data — sábado, 19 de setembro; local — Cocoricò, Riccione; palcos — Piramide e Titilla Jäger Garden; duração — cerca de 10 horas de programação contínua. Prepare-se para uma noite em que o roteiro musical se torna trama coletiva.

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