Maratona de Roma 2026: Quênia brilha com vitórias e recordes em um dia de celebração global
Quênia domina a 31ª Maratona de Roma: Asbel Rutto e Pascaline Kibiwot vencem; 36 mil participantes de 166 países celebram esporte e inclusão.
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Maratona de Roma 2026: Quênia brilha com vitórias e recordes em um dia de celebração global
Na 31ª edição da Maratona de Roma, o domínio do Quênia voltou a iluminar as ruas da capital italiana. Em uma manhã de esforço e comunhão, Asbel Rutto confirmou sua força entre os 20 mil atletas da prova competitiva, cruzando a linha de chegada em 2:06:31 — pouco acima do recorde da prova — e renovando a supremacia queniana na distância.
O ataque decisivo de Rutto veio aos 38 km, quando o jovem de 24 anos abriu vantagem suficiente para garantir a vitória, terminando quatro segundos à frente do veterano conterrâneo Henry Tukor Kichana (2:06:35). Fechou o pódio o etíope Lencho Tesfaye Anbesa, com 2:07:43. Rutto ficou a apenas sete segundos do recorde da prova (2:06:24), sinalizando que a corrida ainda guarda luzes acesas para novos tempos.
O melhor entre os brasileiros e italianos surgiu em posição de destaque: Luca Parisi foi o primeiro italiano a chegar, na 16ª colocação, com 2:22:44. A performance nacional mostrou resistência e carinho pela estrada que liga história e presente da cidade eterna.
Na disputa feminina, a vitória também teve carimbo queniano. Pascaline Kibiwot Jelagat liderou a prova desde a passagem pela meia-maratona, abrindo um espaço imbatível para as rivais e conquistando o título com o tempo de 2:22:44. A marca representou tanto seu recorde pessoal quanto um novo recorde da competição, superando o anterior de 2:22:52. Subiram ao pódio ainda as etíopes Genet Tadesse Robi (2:24:54) e Aberash Fayesa Robi (2:25:42). A melhor italiana foi Sara Carnicelli, em 13º, com 2:40:29.
Ao todo, cerca de 36 mil participantes de 166 países transformaram a cidade em uma galeria de passos diversos — de amadores a profissionais, de turistas a comunidades locais — desenhando um mapa humano que reflete inclusão e esperança. Houve também saudações papais ao final do Angelus, destacando o valor do esporte como elo de paz, solidariedade e espiritualidade, uma nota de luz que acariciou a manhã.
Mais do que tempos e pódios, a Maratona de Roma revelou novos caminhos: corredores que buscam superação pessoal, equipes que semearam inovação em sustentabilidade e organização, e o reencontro entre cultura e movimento urbano. É um lembrete de que o esporte pode tecer laços sociais e iluminar horizontes claros para comunidades e cidades.
Para os olhos atentos à evolução do atletismo de longa distância, as performances quenianas reafirmam um legado construído com disciplina e talento. Para Roma, a prova foi mais uma página de sua rica narrativa pública — um renascimento cultural que conecta ruas milenares a respiradas de futuro.