Sofia Goggia conquista a Taça de Cristal do Super-G em Kvitfjell
Sofia Goggia vence o super-G em Kvitfjell e conquista a Taça de Cristal 2025/26, reafirmando o legado do esqui italiano.
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Sofia Goggia conquista a Taça de Cristal do Super-G em Kvitfjell
Espresso Italia — Com a elegância de quem ilumina pistas e trajetórias, Sofia Goggia venceu o super-G de Kvitfjell, prova válida pelas finais da Copa do Mundo de esqui alpino feminino, e garantiu a sua Taça de Cristal na especialidade 2025/26.
Aos 33 anos, a corredora de Bergamo, das Fiamme Gialle, assinou uma descida perfeita e cortou a linha de chegada em 1'29"23, com 0"32 de vantagem sobre a suíça Corinne Suter, que ficou em segundo. O pódio foi completado pela alemã Kira Weidle-Winkelmann, terceira a 0"60.
Na aritmética da disputa, a neozelandesa Alice Robinson, última adversária com chances remotas de arrebatar a classificação, não passou do 16º lugar, terminando a 2"41. Entre as italianas, destaque para a consistente performance de Elena Curtoni, que alcançou o 8º posto a 1"38. Laura Pirovano foi 13ª a 2"17, Asja Zenere fechou em 15º a 2"32, e Roberta Melesi terminou na 23ª posição a 3"66.
Esta é a quinta esfera de cristal na carreira da lombarda: quatro conquistadas na disciplina da descida (2018, 2021, 2022 e 2023) e agora a segunda na vertente do super-G. No currículo, seguem brilhando o ouro olímpico na descida em 2018 e a medalha de bronze em Milão-Cortina, testemunhos de uma atleta que soube semear persistência e colher renascimento competitivo.
No histórico da especialidade, Sofia Goggia sucede a suíça Lara Gut-Behrami no livro de vencedoras e torna-se a segunda italiana de sempre a erguer a Taça de Cristal no super-G, juntando-se a Federica Brignone (2021/22). Contando masculino e feminino, a Itália soma quatro taças na especialidade: além de Goggia e Brignone, ergueram o troféu o veterano Peter Runggaldier (1994/95) e Dominik Paris (2018/19).
Hoje, em Kvitfjell, Goggia não apenas venceu uma prova: acendeu um novo horizonte para o esqui italiano, mostrando que experiência e coragem continuam a tecer um legado. A vitória é também um sinal de que caminhos de evolução e resistência podem ser iluminados por quem transforma cada curva em aprendizado.
Enquanto a neve assenta e as luzes da Noruega ainda brilham sobre a pista, a equipe italiana celebra mais uma vez o talento que mistura técnica, coração e história. Para a atleta bergamasca, a Taça de Cristal de super-G é mais do que um troféu — é um reflexo da sua jornada e um convite a cultivar novos sonhos nas encostas que virão.