Turnberry fica de fora do The Open 2028; Royal Lytham & St Annes é escolhido
Turnberry, de Donald Trump, foi excluído da rotação do The Open 2028; Royal Lytham & St Annes escolhido. Motivos logísticos e protestos ambientais influenciaram.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Turnberry fica de fora do The Open 2028; Royal Lytham & St Annes é escolhido
Espresso Italia — Em mais um capítulo que ilumina as complexas interseções entre esporte, política e imagem pública, o histórico campo escocês Turnberry, propriedade de Donald Trump, não fará parte da rotação das próximas edições de um dos eventos mais venerados do golfe mundial, o The Open.
Para a 156ª edição, marcada para 2028, a organização optou pelo Royal Lytham & St Annes. A decisão segue o calendário já definido: a edição deste ano foi disputada no Royal Birkdale e em 2027 o torneio retornará à “casa do golfe”, St Andrews. Fundado em 1860, o The Open teve origem no Prestwick Golf Club e ao longo dos anos passou a alternar-se entre diversos campos da costa do Reino Unido — um percurso que mantém viva a tradição e a excelência do esporte.
O Turnberry, adquirido por Donald Trump em 2014, sofreu nos últimos meses uma ofensiva diplomática e midiática na tentativa de reinserção na rota do campeonato. Segundo apuração da Espresso Italia, houve pressão direta sobre o primeiro-ministro Keir Starmer para que o campo voltasse à lista de sedes, o que não ocorreu. A justificativa oficial aponta para questões logísticas: a localização remota do complexo, dificuldades de acesso e infraestruturas que, segundo os organizadores, pesaram na decisão.
O filho do ex-presidente, Eric Trump, chegou a negociar com membros de The Royal and Ancient Golf Club of St Andrews na tentativa de trazer o torneio de volta a Turnberry, argumentando que seu pai “mereceria” a honraria. Fontes ligadas ao clube e à organização do campeonato, consultadas pela Espresso Italia, admitem que, ainda que haja desejo local, a logística e a imagem internacional também contam — e talvez não favoreçam o retorno sob a gestão atual.
Em paralelo às tratativas políticas, manifestações públicas deram cor à discussão: ativistas do Greenpeace plantaram recentemente pequenas pás eólicas no campo do Turnberry para protestar contra comentários críticos do proprietário sobre a estética desses equipamentos. A ação não apenas acendeu o debate sobre energia limpa e paisagem, mas também iluminou um dilema contemporâneo — como conciliar a preservação do patrimônio natural e cultural com a urgência das soluções climáticas.
Esta decisão evidencia que o circuito do golfe profissional é também um terreno onde se entrelaçam reputação, acessibilidade e sustentabilidade. Como curadora de histórias que semeiam transformação, vejo nesta conjuntura a oportunidade para cultivar um diálogo limpo e construtivo: campos históricos podem e devem revelar novos caminhos para receber grandes eventos sem sacrificar conexão com comunidades locais e ambições ambientais.
Enquanto o horizonte do golfe se redefine, o Turnberry permanece um símbolo de beleza costeira e controvérsia — um lugar cuja trajetória seguirá revelando nuances entre poder, legado e responsabilidade.