Torino: professora ausente desde o início do ano é ligada a cadáver desmembrado encontrado em seu apartamento
Professora ausente em Torino é investigada após corpo desmembrado ser achado em seu apartamento; três pessoas detidas enquanto perícia avança.
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Torino: professora ausente desde o início do ano é ligada a cadáver desmembrado encontrado em seu apartamento
Na investigação que abalou o bairro Borgo Vittoria, em Torino, surgiu uma resposta trágica ao mistério que circulava nos corredores do Istituto Tommaso D'Oria, em Ciriè: a professora que não comparecia às aulas desde o início do ano letivo estava, na verdade, no epicentro de um homicídio brutal. A apuração in loco e o cruzamento de fontes recolhidas pela reportagem apontam para uma cena de crime de alta violência e complexidade forense.
O caso começou com uma chamada ao número de emergência 112. A ligação partiu da mãe de um jovem de 26 anos, que relatou ao operador que o filho havia confessado ter feito "muito mal a alguém". Os agentes localizaram o suspeito, que — segundo depoimentos preliminares — admitiu a participação no crime e acompanhou a polícia até o quarto andar de um edifício na via Gulli, em Borgo Vittoria.
Ao abrir a porta do apartamento, os policiais foram atingidos por um odor forte e acre. No interior, encontraram um corpo completamente desmembrado. Parte dos membros estava ocultada em blocos de cimento, alguns em sacos pretos, enquanto outros restos foram colocados na banheira. Relatos oficiais indicam que a cabeça foi localizada em recipiente separado e que braços e pernas haviam sido inseridos em blocos de cimento de pega rápida. Foram apreendidas uma mannaia (tipo de machete) e diversas facas.
As autoridades identificaram a vítima como Fabio Colapietro, 39 anos, natural de Chivasso e morador de longa data em Settimo Torinese. Os primeiros exames médico-legais apontam que a morte decorreu de golpes contundentes — possivelmente desferidos com bastões — e de estocadas.
Aberta a investigação e coordenada pela promotora Lea Lamonaca, a operação culminou no bloqueio e no encaminhamento de três pessoas para custódia: o jovem de 26 anos — apontado como principal suspeito pelo homicídio e pela supressão do cadáver —, uma mulher de 22 anos e a proprietária do imóvel, a professora Nicole Formichetti, acusadas de favorecimento e de concurso na ocultação do corpo. Para todas as pessoas detidas impõe-se, juridicamente, a presunção de inocência até decisão final.
Na escola, colegas e estudantes descreviam Formichetti como uma pessoa "muito solitária e reservada", sem registros de conflitos institucionais ou antecedentes criminais. Natural de Rieti, a docente de italiano vinha mantendo sua vida privada em sigilo, o que aumentou as questões quando não compareceu às aulas desde o início do ano letivo.
Os inquéritos examinam duas linhas de investigação inicialmente apontadas pelo depoimento do jovem: uma versão de confronto originado por uma tentativa de roubo e outra, tida como mais plausível pelas fontes policiais, de um encontro entre quatro pessoas que teria combinado sexo e consumo de drogas — em especial anfetaminas — e que degenerou em violência extrema. A perícia também trabalha para estabelecer há quanto tempo o crime ocorreu.
Os investigadores prosseguem com a triagem das provas apreendidas no apartamento — impressões, vestígios biológicos, imagens e dispositivos eletrônicos — e aguardam os laudos completos da autópsia e da perícia técnica. O cruzamento de comunicações, movimentações e testemunhos será determinante para aferir responsabilidades individuais e reconstruir a dinâmica exata dos fatos.
Como variante processual, a equipe de investigação não descarta outras pessoas ou elementos relacionados ao tráfico ou ao consumo de substâncias no entorno das vítimas. A Promotoria de Torino confirmou que as diligências estão em curso e que novas medidas podem ser adotadas conforme o avanço das análises.
Registre-se: a reportagem manteve contato com fontes policiais envolvidas no caso, com perícia forense e com membros do corpo docente do Istituto Tommaso D'Oria para o necessário cruzamento de informações. Em nome da clareza jornalística e do rigor técnico, esta matéria seguirá atualizada à medida que as autoridades divulgarem novos dados.
Atualização imediata: as autoridades pedem a quem tenha informações complementares sobre a movimentação da vítima ou sobre o imóvel na via Gulli que procurem a polícia local. Até que haja decisão judicial, todos os acusados mantêm o direito à presunção de inocência.

