Assist Digital: nossa força está na competência técnica e na capacidade de reorganização
Alberto Bazzi (Assist Digital) explica no Forum IT 2026 como competência técnica e reorganização são chave na adoção da inteligência artificial.
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Assist Digital: nossa força está na competência técnica e na capacidade de reorganização
Por Riccardo Neri — Em Milão, durante a edição 2026 do Forum Information Technology promovido por Comunicazione Italiana, Alberto Bazzi, head of Cx strategy & technology da Assist Digital, ofereceu uma análise direta sobre a relação histórica entre pessoas e tecnologia. Segundo Bazzi, essa relação não se iniciou com a inteligência artificial; faz parte da trajetória da evolução humana — desde a industrialização até a chegada do computador nas empresas — e envolve camadas técnicas, culturais e organizacionais.
A observação de Bazzi destaca que a tecnologia e a organização são duas faces da mesma infraestrutura: não basta implementar ferramentas; é preciso redesenhar processos, papéis e responsabilidades para que a tecnologia gere valor real. Em sua visão, a resposta da Assist Digital a esses desafios combina uma sólida competência técnica sobre soluções e suas evoluções — hoje em curvas de adoção exponenciais — com uma comprovada capacidade organizativa para introduzir inovações sem descolar a implementação do tecido operacional da empresa.
Do ponto de vista prático, isso significa que a adoção de tecnologias deve ser tratada como uma intervenção de infraestrutura: além de ligar um novo dispositivo, é preciso reformular o projeto das ligações, ajustar os nós da rede humana e documentar os fluxos de responsabilidade. Bazzi sublinha ainda a importância de apoiar as pessoas na transição para novos modos de trabalhar mediados pelo digital. Sem essa etapa — formação, mudança cultural e realocação de responsabilidades — a tecnologia tende a permanecer subutilizada ou a criar atritos organizacionais.
Num paralelo com as cidades inteligentes, essa abordagem lembra a integração entre a rede elétrica invisível e o desenho urbano: colocar sensores ou algoritmos não resolve por si só os congestionamentos, assim como automatizar um processo não garante ganhos se não houver clareza sobre quem toma decisões. Em termos analíticos, a Assist Digital opera em duas frentes complementares: desenvolver as camadas de inteligência dos sistemas e, ao mesmo tempo, redesenhar os alicerces organizacionais que sustentam esses sistemas.
Essa dupla competência tem implicações concretas para empresas europeias que enfrentam uma aceleração tecnológica. Na prática, Bazzi recomenda priorizar projetos com impacto claro nas operações e planejar fases de adoção que contemplem tanto a integração técnica quanto a reorganização das funções. O objetivo é transformar investimentos em tecnologia em melhorias mensuráveis de eficiência e experiência do cliente, evitando que ferramentas avancem mais rápido do que as estruturas humanas que as operam.
Em síntese: a relação entre pessoas e tecnologia é estrutural e exige intervenções sistêmicas. A proposta da Assist Digital, nas palavras de Bazzi, é atuar como um integrador que combina competência técnica e capacidade organizativa para conduzir empresas pela transição digital de forma segura e eficaz — assegurando que o algoritmo não seja apenas um componente técnico, mas parte dos alicerces que mantêm a organização funcionando.