Cisco destaca soluções para mitigar riscos da adoção massiva da inteligência artificial
Cisco afirma em Milão que soluções mitigam riscos da inteligência artificial, combinando prevenção de vazamento de dados e AI for Security para aumentar a resiliência.
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Cisco destaca soluções para mitigar riscos da adoção massiva da inteligência artificial
Renzo Ghizzoni, country leader Cybersecurity sales da Cisco, reforçou em Milão que o atual movimento de transformação digital impulsionado pela inteligência artificial traz oportunidades expressivas, mas também exige um salto qualitativo na segurança das organizações. A fala ocorreu na edição 2026 do Forum Information Technology de Comunicação Italiana, referência para as interações entre pessoas e tecnologia nas empresas.
Segundo Ghizzoni, o cenário exige uma abordagem dupla: por um lado, oferecer mecanismos que reduzam o risco operacional durante o uso e o desenvolvimento de aplicações de IA; por outro, empregar o conceito de AI for Security — isto é, camadas de inteligência aplicadas para elevar a resiliência digital do ambiente corporativo.
Na prática, explicou o executivo, as soluções propostas pela empresa combinam controles preventivos e capacidades de detecção. Entre as prioridades estão a prevenção de vazamento de dados e a identificação de comportamentos anômalos na interação entre sistemas de IA e usuários humanos. Esses elementos funcionam como uma malha de proteção sobre os processos digitais, semelhante aos circuitos de proteção que isolam e preservam a integridade das infraestruturas físicas.
A mensagem de Ghizzoni apresenta a IA como um acelerador cujos riscos podem ser mitigados por uma arquitetura coerente de segurança: políticas, monitoramento contínuo, controles de privacidade e modelos de confiança que limitam a exposição de dados sensíveis. Em sua visão, não se trata apenas de adicionar ferramentas, mas de integrar esses componentes como parte do alicerce digital das organizações — um trabalho de engenharia que liga o controle de dados ao fluxo de decisões automatizadas.
Além disso, o executivo destacou o papel recíproco da tecnologia: assim como a IA introduz novos vetores de risco, ela oferece capacidades para reforçar defesas. Ferramentas de análise comportamental, correlação de eventos em larga escala e respostas automatizadas compõem o que Ghizzoni chamou de um framework que usa inteligência artificial para proteger infraestruturas críticas.
Do ponto de vista prático, a adoção segura da inteligência artificial depende de dois vetores fundamentais: governança de dados — para garantir que informações sensíveis não sejam expostas — e visibilidade operacional — para detectar desvios no comportamento dos modelos e das aplicações. A combinação desses vetores constrói uma camada de confiança que torna a adoção de IA compatível com requisitos regulatórios e com a necessidade de continuidade dos serviços.
A intervenção de Ghizzoni no Fórum reforça uma perspectiva pragmática: a transformação digital é inevitável e benéfica, mas só entregará valor pleno se os alicerces digitais forem projetados para suportar tanto inovação quanto resiliência. Nesse contexto, soluções que previnem fugas de dados e identificam anomalias de interação representam medidas concretas para reduzir a superfície de risco enquanto as organizações exploram os ganhos de produtividade e eficiência trazidos pela IA.
Em resumo, a postura apresentada pela Cisco no evento traduz um princípio de engenharia: implementar controles que tornem a inteligência artificial parte do sistema nervoso das cidades e das empresas — transparente em funcionamento, porém robusta contra falhas e ataques.