Fator humano é peça-chave na cibersegurança, diz Christian Callegari (Innovio) no Forum IT 2026

Callegari (Innovio) afirma que o fator humano é central na cibersegurança; formação e consciência são essenciais contra phishing e ransomware.

Fator humano é peça-chave na cibersegurança, diz Christian Callegari (Innovio) no Forum IT 2026

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Fator humano é peça-chave na cibersegurança, diz Christian Callegari (Innovio) no Forum IT 2026

Em um painel do Forum Information Technology 2026, realizado em Milão pela Comunicazione Italiana, Christian Callegari, CISO e head of IT & cybersecurity da Bu Innovio, destacou que a relação entre pessoas e tecnologia nas organizações está se tornando cada vez mais determinante. Para Callegari, o fator humano não é apenas um ponto de vulnerabilidade: é também a alavanca para tornar a segurança digital efetiva.

“As estatísticas indicam que grande parte dos ataques de phishing e ransomware tem origem em erros ou comportamentos humanos”, observou Callegari. Ao mesmo tempo, continuou ele, são as próprias pessoas que precisam interagir com sistemas, dispositivos e processos automatizados — portanto, a resposta passa por aumentar a consciência e promover formação contínua, medidas que transformam o usuário de um ponto fraco em uma camada ativa de defesa.

Adotando a metáfora das infraestruturas urbanas, Callegari comparou o ecossistema de TI a um conjunto de alicerces digitais e de um sistema nervoso urbano: “A tecnologia fornece os trilhos e a eletricidade invisível; porém, sem operadores capacitados e processos claros, o fluxo de dados fica exposto.” Nesse contexto, a formação profissional é tratada como obra de engenharia preventiva — não um custo, mas um investimento para reforçar as fundações.

Callegari sublinhou a necessidade de políticas que integrem tecnologia, processos e pessoas, com foco em exercícios práticos, simulações de ataque e monitoramento contínuo. “Ferramentas avançadas e automação ajudam a reduzir exposição, mas requerem operadores treinados para interpretar sinais e ativar respostas”, acrescentou, reforçando que a eficiência dos controles técnicos depende diretamente das competências humanas envolvidas.

No debate, também foi ressaltado que a mudança cultural dentro das empresas é tão relevante quanto a adoção de novas soluções: comunicar riscos de forma clara, estabelecer responsabilidades e criar rotinas de verificação tornam o ambiente corporativo mais resiliente. A visão apresentada por Callegari privilegia uma abordagem sistêmica, onde cada colaborador atua como nó de defesa dentro de uma rede coordenada.

Para profissionais de infraestrutura, gestores de TI e responsáveis por políticas de segurança, a mensagem é prática e direta: apostar apenas em ferramentas é insuficiente. É preciso construir camadas de inteligência que unam tecnologia e capital humano, elevando a capacidade de detecção e resposta — uma arquitetura de segurança que reflita a complexidade do mundo real e preserve o fluxo de operações essenciais.

O testemunho de Callegari no Forum Information Technology 2026 reforça um consenso crescente: a cibersegurança eficaz decorre da integração entre alicerces digitais robustos e pessoas preparadas. A formação, portanto, deixa de ser opcional e se torna peça central na estratégia de defesa corporativa.