PagoPA: Como tecnologia e dados devem aperfeiçoar trabalho e serviços públicos, diz CDO Quaglia

Quaglia (PagoPA) afirma que tecnologia e dados são instrumentos para simplificar trabalho e otimizar serviços públicos, segundo o Forum IT 2026 em Milão.

PagoPA: Como tecnologia e dados devem aperfeiçoar trabalho e serviços públicos, diz CDO Quaglia

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PagoPA: Como tecnologia e dados devem aperfeiçoar trabalho e serviços públicos, diz CDO Quaglia

Em Milão, no Forum Information Technology 2026 promovido por Comunicazione Italiana, Michelangelo Quaglia, chief Data Officer da PagoPA, destacou que a tecnologia nunca foi vista pela empresa como um fim em si mesma, mas como um meio para melhorar processos, decisões e a relação com os cidadãos.

Quaglia sublinhou que, na arquitetura digital da organização, a tecnologia tem a função de simplificar o trabalho das pessoas, não de substituí-las. Segundo ele, a plataforma deve atuar como um alicerce que habilita competências, alivia tarefas repetitivas e amplia a capacidade de tomada de decisões de quem opera os serviços diariamente.

Ao mesmo tempo, PagoPA se define como uma companhia data-driven, com a cultura do dado integrada nas camadas de governança. A análise dos dados permeia as escolhas estratégicas e operacionais: os números não são um objetivo isolado, mas um instrumento para entender as necessidades dos cidadãos e orientar o desenho de serviços mais eficientes.

Na visão oferecida por Quaglia, o processamento e a interpretação dos dados permitem construir plataformas mais seguras, com maior escalabilidade e mais alinhadas aos fluxos reais de uso. Essa abordagem transforma dados em um mapa para aprimorar experiência do usuário, reduzir atritos e priorizar investimentos em infraestrutura digital.

Como analista de inovação, vejo essa posição como a tradução prática de uma arquitetura sistêmica: a tecnologia funciona como a eletricidade invisível que alimenta serviços, enquanto os dados representam o sistema nervoso que sinaliza onde atuarmos. A integração entre essas camadas é essencial para que as cidades e órgãos públicos alcancem eficiência e confiança.

Quaglia também ressaltou a importância de equilibrar automação e julgamento humano. Em infraestruturas críticas, algoritmos e automações devem ampliar a capacidade humana, não anular responsabilidades. Assim, o foco recai sobre ferramentas que sustentam a competência profissional e asseguram transparência nas decisões.

A intervenção no Forum reforça uma tendência europeia: migrar da mera digitalização para a orquestração inteligente de sistemas. Isso exige investimentos em segurança, governança de dados e modelos de escala, além de uma cultura organizacional que priorize entender o cidadão como ponto de partida.

Em resumo, a mensagem de Quaglia é direta e operacional: projetar infraestruturas digitais com fundamentos de segurança, escalabilidade e foco no usuário, usando a tecnologia e os dados como instrumentos para aprimorar trabalho e serviços, dentro de um ecossistema público que coloca as pessoas no centro.