Eurovision 2026: segunda semifinal testa paciência auditiva e revela os 10 classificados

Segunda semifinal do Eurovision 2026 teve falhas técnicas e vocais; veja os 10 classificados, críticas e cenário para a final.

Eurovision 2026: segunda semifinal testa paciência auditiva e revela os 10 classificados

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Eurovision 2026: segunda semifinal testa paciência auditiva e revela os 10 classificados

Por Giulliano Martini — Correspondente Espresso Italia

A segunda semifinal do Eurovision 2026 terminou com ares de teste de resistência: o que havia sido uma noite relativamente rápida na primeira eliminatória transformou-se numa sucessão de performances que provaram ser uma verdadeira provação para os ouvidos. A sequência foi entregue com a paciência clínica de um comitê parlamentar discutindo reforma fiscal — longa, precisar e, por vezes, dolorosa.

O episódio protagonizado por Sal Da Vinci e sua autoproclamada “verità” mereceu destaque. Nas palavras do cantor, citadas em comentário público, ele afirmou ter ido ao palco “senza macchinetta”, ou seja, sem qualquer artifício digital. O ponto factual é simples: o regulamento do Eurovision proíbe o uso de autotune para corrigir a voz ao vivo. Dizer que se foi sem a “maquininha” quando ela é, por regra, inacessível a todos os concorrentes é uma retórica que não altera a evidência das apresentações — algumas claramente aquém do esperado. Em termos jornalísticos: emoção confessada vale mais que teoria conspiratória tecnológica.

Ao longo da noite houve um padrão recorrente de imprecisões vocais e problemas de afinação. Não era uma falha isolada de microfones ou de uma produção exterior; parecia uma conjugação de fatores técnicos e interpretativos. Em alguns momentos surgiu a sensação de que o engenheiro de som nacional tinha sido “substituído” por uma versão europeia menos afiada — hipótese coloquial que traduz a frustração da plateia.

O caso mais notório foi a atuação de Alis, representante da Ucrânia, que sofreu uma desafinação tão evidente em um agudo que virou assunto nas redes. A performance, que não faltou em entrega emocional, acabou atravessada por uma nota que escapou do controle técnico e vocal. Ainda assim, a Ucrânia garantiu vaga na final — um indicativo de que o televoto e fatores extramusicais continuam a pesar tanto quanto a execução técnica.

Após uma noite de acertos e muitos erros, estes foram os dez países que avançaram para a final de sábado: Bulgária, Ucrânia, Noruega, Austrália, Romênia, Malta, Chipre, Albânia, Dinamarca e República Checa. Entre eles, destacam-se Romênia e Albânia por entregarem performances que, apesar do contexto geral medianamente fraco, superaram a média da noite.

Para a final, os 20 classificados juntar-se-ão aos países já classificados por direito: França, Alemanha, Reino Unido e Itália — além da Áustria, citada como presença garantida. Se a noite de sábado confirmar as impressões das semifinais, o pódio deve se desenhar entre forças consistentes. Pelos elementos em campo, e com reserva de prudência inerente ao sistema de votação, três nomes despontam como candidatos fortes: Finlândia, Sérvia e Croácia — cada uma por razões distintas: solidez de palco, potência sonora e apelo pop-folk, respectivamente.

O balanço factual é claro: a segunda semifinal de Eurovision 2026 foi marcada por inconsistências técnicas e vocais que impediram várias entradas de atingirem seu potencial. Ainda assim, a dinâmica do festival — combinando julgamento profissional, televoto e afinidades regionais — mantém resultados imprevisíveis. A final seguirá como o veredito definitivo, com a audiência e o júri europeu decidindo se o espetáculo encontrará sua qualidade esperada ou se confirmará as falhas vistas até aqui.

Apuração in loco e cruzamento de fontes: permanecemos atentos à evolução das performances, às notas oficiais da organização sobre regras técnicas e às reações do público. A verdade traduzida continua sendo o critério: fatos brutos, sem adereços.