Roma e Lille na reta final pela sede da EUCA: votação conjunta no Parlamento e Conselho define o destino da nova autoridade aduaneira

Roma e Lille duelam pela sede da nova **EUCA**; votação conjunta do Parlamento e do Conselho da UE definirá a vencedora em breve.

Roma e Lille na reta final pela sede da EUCA: votação conjunta no Parlamento e Conselho define o destino da nova autoridade aduaneira

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Roma e Lille na reta final pela sede da EUCA: votação conjunta no Parlamento e Conselho define o destino da nova autoridade aduaneira

Fontes comunitárias próximas ao dossiê confirmaram a agências de imprensa que Roma está na shortlist tanto do Conselho da UE quanto do Parlamento Europeu, em disputa direta com Lille, para acolher a nova EUCA — a nova Autoridade das Alfândegas da União Europeia. A informação corrobora antecipação feita pelo ministro italiano da Economia, Giancarlo Giorgetti.

O processo de seleção, conforme apurado em Bruxelas mediante cruzamento de fontes institucionais, prevê um voto conjunto entre as duas instituições, com dotação paritária: 27 votos para o Parlamento Europeu e 27 votos para o Conselho da UE, totalizando 54 votos. Os votos são expressos separadamente, porém em simultâneo, por escrutínio secreto.

Na prática, a disputa ficou reduzida a Roma e Lille. As regras de desempate são precisas e escalonadas: na primeira votação, para que uma cidade seja automaticamente selecionada, ela deve obter pelo menos 14 votos no Parlamento Europeu e 14 votos no Conselho. Se essa condição não for satisfeita, passa-se a um segundo turno, quando será necessária uma maioria qualificada de três quartos dos votos totais — ao menos 41 de 54.

Persistindo o impasse, abre-se um terceiro turno em que basta uma maioria de dois terços, isto é, pelo menos 36 votos. Caso o empate subsista após três votações sem desfecho, aplica-se então uma votação por maioria simples dos votos validamente expressos.

O resultado final dependerá, portanto, tanto dos alinhamentos das delegações nacionais dentro do Conselho quanto dos equilíbrios políticos internos ao Parlamento Europeu. Fontes consultadas por esta reportagem reiteram que a decisão deve ser formalizada em breve, à luz dos calendários institucionais e do notório interesse dos Estados-membros em garantir a instalação da nova autoridade aduaneira.

Do ponto de vista procedimental, trata-se de um procedimento técnico-político: não se trata apenas de infraestruturas ou capacidade logística, mas também de coalizões políticas e de negociações bilaterais que condicionam o voto das delegações nacionais. Em linguagem crua — os fatos brutos — indicam que a alternativa entre Roma e Lille será decidida por aritmética institucional e por acordos políticos paralelos.

Esta redação segue a apuração com cruzamento de fontes e prioriza os elementos formais do processo decisório, evitando conjecturas. Atualizações serão publicadas assim que houver confirmação oficial do Conselho da UE ou do Parlamento Europeu.