Adolescente preso em Perugia planejava massacre inspirado na Columbine, dizem investigadores

Adolescente de 17 anos detido em Perugia por planejar massacre em escola inspirado na Columbine; material com fins terroristas e Tatp apreendidos.

Adolescente preso em Perugia planejava massacre inspirado na Columbine, dizem investigadores

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Adolescente preso em Perugia planejava massacre inspirado na Columbine, dizem investigadores

Por Giulliano Martini — Apuração e cruzamento de fontes em Perugia. Segundo a investigação conduzida pelo ROS (Raggruppamento Operativo Speciale) dos Carabinieri, um jovem de 17 anos foi detido sob suspeita de planejar um massacre em escola inspirado na tragedia de Columbine de 20 de abril de 1999. A prisão ocorreu após buscas coordenadas nas regiões Abruzzo, Emilia Romagna, Umbria e Toscana.

O menor, natural de Pescara e atualmente em custódia cautelar com posterior transferência para um instituto penal juvenil por ordem do Gip do Tribunal para os Minorenni de L’Aquila, foi ouvido hoje por videoconferência. Segundo a defesa, acompanhada por advogados, o jovem afirmou: "Não o teria feito" — tese de que não havia intenção real de perpetrar ataques. A defesa também classificou a participação em chats de teor supremacista e racista como mera "curiosidade" de um adolescente. Os advogados solicitaram a revogação da medida cautelar; a decisão sobre o pedido deverá sair em até cinco dias.

A ordem de custódia foi executada nas primeiras horas de 30 de março. O menor é fortemente indiciado por crimes que incluem propaganda e incitação a delinquência por motivos de discriminação racial, étnica e religiosa, além da detenção de material com finalidades de terrorismo. A investigação, coordenada pela procura da infância de L’Aquila, aponta que o jovem não só postava mensagens com ameaças como "quando eu estiver no quinto ano farei a Columbine" e "talvez um dia faça um tiroteio e depois me mate", como também planejava associar o ataque ao próprio suicídio.

Foram apreendidos manuais e documentos com instruções detalhadas para a fabricação de dispositivos explosivos e armas de fogo, material técnico sobre substâncias químicas e agentes bacteriológicos, além de guias para sabotagem de serviços públicos essenciais — tudo inserido em um contexto que os investigadores qualificam como finalidades terroristas. No aparelho do menor foram ainda encontrados vídeos e arquivos de conteúdo pedófilo, segundo consta no inquérito.

As apurações revelaram que o jovem buscava informações sobre construção de armas por meio de impressão 3D e sobre a preparação de Tatp (peróxido de acetona), composto conhecido pela facilidade de síntese e já utilizado em atentados em Bruxelas e Paris. Além disso, os agentes identificaram o menor como criador de um grupo em Telegram onde eram compartilhados manuais de fabricação de armamento, documentos de propaganda supremacista, antissemitas e textos atribuíveis à ideologia neonazista.

O caso segue com a investigação em andamento e com medidas cautelares sendo reavaliadas pelo juízo competente. A apuração em campo e o cruzamento de material digital continuam a orientar o processo, com prioridade para a contenção de riscos imediatos e para a proteção de potenciais vítimas.

Este texto foi elaborado com base em documentos oficiais e ordens judiciais, priorizando a verificação dos fatos brutos e evitando especulações não confirmadas.