Agressão a faca em Milão: agressor permanece em silêncio no interrogatório de convalidação
Agressor em Milão manteve silêncio no interrogatório; acusado de tentativa de homicídio após atacar homem em frente ao bar La Giada. Decisão do juiz aguardada.
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Agressão a faca em Milão: agressor permanece em silêncio no interrogatório de convalidação
Em apuração direta e cruzamento de fontes, encerrou-se em silêncio o interrogatório de convalidação da prisão de Lamin Saidilly, o jovem de 20 anos acusado de esfaquear um homem no dia 4 de julho em Milão.
Defendido pela advogada Simona Brambilla, o réu exerceu a faculdade de não responder durante a audiência conduzida pelo juiz de instrução Luigi Iannelli. A acusação ajuizou contra ele o crime de tentativa de homicídio pluriaggravado, como resultado da investida que a polícia afirma ter sido realizada sem motivação aparente.
As imagens do videomonitoramento instaladas nas imediações do bar “La Giada”, na via Alfonso Capecelatro, mostram o ataque: a vítima, identificada como Gerardo P., encontrava-se consumindo um café na área externa do estabelecimento, acompanhado pelo pai e por outros frequentadores, quando foi subitamente atacada. Segundo a investigação, o homem sofreu cerca de vinte golpes de faca na região abdominal.
Além da violência física, repercutiram de modo imediato as palavras atribuídas ao agressor no momento da detenção. Fontes policiais informaram que Saidilly teria dito aos agentes: “Me diverti, quando sair vou fazer de novo”. A frase se espalhou rapidamente nas redes sociais e chegou a ser comentada publicamente pelo vice‑primeiro‑ministro e ministro das Infraestruturas, Matteo Salvini, que em seu perfil na plataforma X pediu que o suspeito não retornasse às ruas.
O histórico pessoal levantado pela apuração indica que o jovem havia deixado a residência familiar uma semana antes do episódio, rompendo contato com os pais. Em depoimento aos investigadores, os familiares negaram que ele apresentasse transtornos psíquicos conhecidos ou tratamento psiquiátrico em curso, segundo as fontes até aqui consultadas.
O Ministério Público, representado pelo promotor de plantão Elio Ramondini, requereu a confirmação da prisão e a aplicação de medida cautelar em regime de prisão preventiva. A decisão do magistrado Luigi Iannelli foi aguardada ao longo do dia.
Do ponto de vista probatório, a peça central da investigação é o conjunto de imagens de vigilância que teriam capturado todo o episódio. A investigação prossegue com perícias técnicas e oitiva de testemunhas presentes no local. Em linha com a prática de apuração in loco e o cruzamento de fontes, as autoridades evitam, por ora, qualquer afirmação sobre eventuais motivações que tenham levado ao ataque.
Esta reportagem seguirá acompanhando o desdobrar do processo judicial e a decisão sobre a medida cautelar. Registro de fatos brutos, verificados com rigor: agressão documentada em vídeo, depoimentos dos familiares, posicionamento do Ministério Público e silêncio do indiciado no ato de convalidação da prisão.